
Por Carlos Roberto Francisquini
Na última sexta-feira (10), o Maciel Bar, um dos pontos mais pulsantes da vida noturna de Cambará, viveu uma noite que promete entrar para a memória afetiva dos apaixonados por samba – e por encontros autênticos. Transformado em uma espécie de território livre do pagode, o espaço foi palco de um evento organizado por amigos e clientes do próprio bar, em um movimento espontânea que teve como combustível principal a alegria e o espírito coletivo.
Sem grandes pretensões comerciais, a iniciativa nasceu com um propósito simples e poderoso: criar um ambiente onde a descontração fosse regra e a música, protagonista. O resultado foi uma atmosfera quase ritualística. Entre mesas lotadas e risadas soltas, um grupo musical local desfilou pelos clássicos do samba e pagode nacional, criando uma linha direta com os grandes nomes do gênero – de Cartola a Zeca Pagodinho.
Num gesto de pura generosidade urbana, os organizadores ainda distribuíram cachorro-quente gratuitamente, em um aceno simbólico à comunhão que marcou a festa: música no coração, comida na mão e sorrisos no rosto.
Mais do que um evento, a noite de sexta foi uma afirmação: o samba vive, e pulsa com força em cada canto onde a arte encontra refúgio – mesmo que esse canto seja uma mesa de bar sob as luzes quentes do interior
paranaense.
Se alguém ainda duvidava da força do samba no interior do Paraná, o Maciel Bar tratou de mostrar que, quando a batucada começa, não há quem fique parado — nem queira ir embora.