Terça, 07 de Julho de 2026
14°C 23°C
Cambará, PR
Publicidade

Câmbio muda cenário da soja no Brasil e faz comercialização da safra patinar

Enquanto no ano passado os produtores já tinham vendido 60% da safra nessa época do ano, na temporada atual o volume ainda está na casa dos 45%

Por:
29/03/2017 às 10h57
Câmbio muda cenário da soja no Brasil e faz comercialização da safra patinar

 

Sistema Faep

 


 

 

Com colheitadeiras a todo vapor nas lavouras, a safra recorde de soja no Brasil, de mais de 100 milhões de toneladas, está praticamente consolidada. A comercialização, no entanto, não acompanha esse ritmo. Enquanto nessa mesma época, no ano passado, os produtores já tinham comprometido 60% da produção, nesse ano esse número está próximo de 45%. Com o passar do tempo, toda essa soja inevitavelmente vai entrar no mercado. A preocupação é que os preços, que começam a dar sinais de queda, possam sofrer pressões negativas.

 

 

O analista de mercado Camilo Motter, da Granoeste, explica que o ritmo mais lento na comercialização brasileira, somado à boa demanda pela oleaginosa no mercado internacional, tinha ajudado a segurar o bushel acima dos US$ 10 em Chicago até a semana passada. Nos últimos dias, no entanto, com a expectativa de que mais produto entre no mercado, o preço já caiu para a casa de US$ 9,80 o bushel. “Chega uma hora que os compromissos vão chegando, apesar dos preços internos mais fracos, pressão negativa do câmbio e o produtor vende”, aponta.

 

 

Motter esclarece que hoje o principal aspecto em relação à cotação para o produtor brasileiro (abaixo de R$ 60 neste dia 28 de março no Paraná) é o câmbio. Nessa mesma época, em 2016, a soja estava US$ 9,10 o bushel, mas o dólar valia R$ 3,65. Hoje, o dólar está próximo da casa dos R$ 3,10 a R$ 3,15, o que diminui o prêmio na conversão para a moeda brasileira. “Em 2016, os importadores tinham vindo buscar produto na América do Sul e havia expectativa de mais sobra de estoque nos Estados Unidos”, esclarece. “Nesse ano, como o produtor brasileiro reteve e importadores buscaram mais volume nos Estados Unidos, nós temos os fundamentos que formam o preço completamente diferentes”, completa.

 

 

Com esse cenário, o analista aponta que dificilmente os preços reajam significativamente. “A tese que eu defendo: só vamos ter preços em alta consistente se houver problema climático na safra americana. Não acredito que teremos demanda que vá superar a grande oferta que já está no mercado e não haverá demanda para impulsionar preços se houver safra cheia nos EUA”, resume Motter.

 

 

Milho também tem ritmo lento de comercialização

 

 

A produção de milho segunda safra tem previsão de atingir patamares recordes, caso o clima seja favorável até o fim do desenvolvimento da cultura. Mas com a queda para a casa dos R$ 20 atualmente, após chegar aos R$ 50 em algumas praças em 2016, os produtores têm fechado poucos negócios. Ana Luiza Lodi, analista de mercado na INTLFCStone, estima que até o momento somente 22% do volume esperado já tenha sido travado. Para se ter ideia, ainda em janeiro de 2016, 30% já tinha sido comercializado. “No caso do milho a comercialização do milho está bem mais lenta porque tivemos uma alta nos preços no primeiro semestre do ano passado”, explica.

 

 

A analista sinaliza que esse cenário faz as exportações de milho merecerem atenção. “A questão das exportações preocupa, nem tanto pelo atraso na comercialização, é comum mesmo o Brasil exportar no segundo semestre. Nós temos potencial de uma safrinha recorde, o aumento de área está se confirmando mesmo. Isso tende a pressionar os preços para baixo, a não ser que haja algum problema na safra americana”, analisa. Ela não descarta a que haja necessidade inclusive que a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) precise fazer leilões para auxiliar no escoamento da safra de milho brasileira.

 

 

Fonte: Gazeta do Povo

 

 

Publicidade



* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
Everton Muchagata durante entrevista para a Rádio CirculandoFM - Foto: Carlos Roberto Francisquini/Arquivo Jornal Circulando
Efeitos da Guerra Há 2 meses

Guerra no Oriente Médio pressiona custos e acende alerta no Norte Pioneiro

Produtores rurais já sentem impacto direto na precificação, que ultrapassa 30%, segundo representante do setor

Deputado Arnaldo Jardim e Paulo Leal - Foto: Da assessoria da Feplana/Especial para o Jornal Circulando
AGROENERGIA Há 3 meses

FEPLANA reforça protagonismo político e homenageia Arnaldo Jardim em Brasília

“Fico lisonjeado e agradecido pela oportunidade de conviver com um homem público tão íntegro, preparado e generoso. Sua trajetória nos mostra que a boa política se constrói com conhecimento técnico, diálogo e espírito público”, afirma Leal.

Luiz Roberto Saldanha Rodrigues - Foto: Carlos Roberto Francisquini/Arquivo Jornal Circulando
Cafés Especiais Há 4 meses

Produtor do Norte Pioneiro assume presidência da BSCA e reforça protagonismo do café especial paranaense

“É uma honra poder contribuir com a entidade que representa os cafés especiais do Brasil e que me acolheu desde o início da minha caminhada”, afirmou Luiz Roberto

Foto: Crédito - Shutterstock
SUINOCULTURA & CLIMA Há 5 meses

Mudanças climáticas impõem novos desafios à suinocultura e aceleram busca por soluções nutricionais

A elevação das temperaturas e as ondas de calor já impactam o desempenho dos suínos e pressionam o setor a adotar novas estratégias nutricionais, tema abordado por pesquisador da UFMG em livro lançado pela Novus.

Produtor Rural cobra agilidade nas política públicas da agricultura em Cambará - Foto: Carlos Roberto Francisquini / Arquivo Jornal Circuladno - 02/02/2026
INFRAESTRUTURA RURAL Há 5 meses

Produtores rurais cobram agilidade da gestão de Cambará em audiência pública

Audiência pública em Cambará expõe insatisfação de produtores com a lentidão da gestão municipal e concentra debate sobre obra de R$ 16 milhões que prevê a pavimentação de 10 quilômetros de estradas rurais

Cambará, PR
17°
Parcialmente nublado
Mín. 14° Máx. 23°
17° Sensação
1.46 km/h Vento
78% Umidade
0% (0mm) Chance chuva
07h01 Nascer do sol
17h48 Pôr do sol
Quarta
23° 11°
Quinta
25° 10°
Sexta
27° 11°
Sábado
29° 14°
Domingo
24° 17°
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Economia
Dólar
R$ 5,13 +0,00%
Euro
R$ 5,89 -0,01%
Peso Argentino
R$ 0,00 +0,00%
Bitcoin
R$ 345,998,55 -0,83%
Ibovespa
172,447,58 pts -0.93%
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Lenium - Criar site de notícias