
C.Roberto Francisquini
O empresário Mário Conselvan afirmou na manhã deste sábado (20), por telefone, que o leilão judicial marcado para o dia 30 de junho deste ano, coloca um ponto final, de forma justa, na história da Sementes Conselvan. Mário disse estar tranquilo com o desfecho do caso e espera reparar eventuais prejuízos com classe produtiva cambaraense. O empresário fez uma ressalva na reportagem veiculada pelos Jornais Tribuna do Vale e Circulandoaqui, ao afirmar que seu irmão Antônio Conselvan nada tem a ver com o caso. “Apenas gostaria de deixar claro que meu irmão Antônio não tem quaisquer participações neste caso, considero que seria justo frisar isto na reportagem”, ponderou.
Entenda o caso:
A venda do complexo agroindustrial põe fim a um capítulo da história de Cambará
Benedito Francisquini
Da redação Tribuna do Vale
A Justiça da Vara Cível da comarca de Cambará fixou para as 13 horas do próximo dia 30 de junho, no átrio do Fórum Judicial, o primeiro leilão de bens imóveis da empresa Sementes Conselvan Ltda, uma das empresas mais importantes da região no setor de agronegócio, que teve seu apogeu nas décadas de 1970, 1980 e 1990, mas que entrou em colapso no final do século passado, culminando agora com a venda de seu patrimônio para pagar fornecedores e ex-funcionários.
O imóvel que irá a leilão, tendo como credenciada pela Justiça a JL Leilões é avaliado em R$ 16,5 milhões, mas o lance inicial foi fixado no valor de R$ 8.274.072, 24. O terreno, localizado na Rodovia Deputado José Afonso, fica em frente ao cemitério municipal de Cambará, uma área nobre que conta com várias edificações onde funcionavam armazéns, unidade de produção de sementes, escritórios, loja de insumos, entre outros. Cada benfeitoria teve avaliação individual.
História
A Conselvan Agricultura, da qual a Sementes Conselvan fazia parte, pertencia aos irmãos Mário e Antônio Conselvan, com forte atuação na região Norte do Paraná e Sul de São Paulo. Além da recepção de cereais para a indústria, a atividade principal era a produção de sementes agrícolas, com campos de produção em municípios paranaenses e paulistas.
Mário Conselvan, um dos proprietários, foi prefeito de Cambará na década de 1970.
A venda do complexo agroindustrial põe fim a um capítulo da história de Cambará, representado pela pujança de importantes empresas que atuavam no setor de recepção, beneficiamento e industrialização da produção agrícola. A maioria dessas empresas, entre as quais uma das maiores cooperativas do interior do Paraná, a Coopramil, desapareceram, tragadas por crises cíclicas que atingiram o país, notadamente o setor do agronegócio.