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Estado aplicou R$ 1,2 bilhão em saúde no primeiro quadrimestre

“O volume de recursos aplicados nestes primeiros quatro meses é maior do que o mesmo período de anos anteriores", diz Caputo

Carlos Roberto Francisquini
Por: Carlos Roberto Francisquini
07/06/2017 às 12h10
Estado aplicou R$ 1,2 bilhão em saúde no primeiro quadrimestre

AEN


 

 

O Governo do Estado aplicou R$ 1,2 bilhão em saúde no primeiro quadrimestre de 2017, o que equivale a 10,5% do orçamento anual da pasta. A informação foi dada pelo secretário de Estado da Saúde, Michele Caputo Neto, nesta terça-feira (6), durante apresentação do relatório quadrimestral na Assembleia Legislativa do Paraná. 

 

“O volume de recursos aplicados nestes primeiros quatro meses é maior do que o mesmo período de anos anteriores. Mostra nossa capacidade de execução orçamentária para superar o que é exigido por lei, como tradicionalmente o Paraná vem fazendo”, disse Caputo Neto aos deputados da Comissão de Saúde da Alep. O montante exigido por lei é 12% das receitas correntes líquidas do Estado. Caputo destacou que o percentual aplicado neste ano é maior do que a média dos cinco anos anteriores. 

 

DIRETRIZES E METAS – O secretário apresentou as diretrizes e metas anuais do Plano Estadual de Saúde e destacou avanços importantes, entre eles, a realização do mutirão de cirurgias em todas as regiões do Estado. 



“Por dois anos o Governo Federal não destinou recursos para realização do mutirão. Em um ano e meio conseguimos realizar mais de 65 mil cirurgias e aplicamos mais de R$ 30 milhões do Tesouro Estadual para essa área. Com isso estamos reduzindo drasticamente a fila por procedimentos cirúrgicos que não são emergenciais”, ressaltou o secretário. 



Ele mencionou Foz do Iguaçu, que comemora nesta quarta-feira (07) a realização de 5 mil cirurgias de cataratas. “Estamos zerando a filha por cirurgias de catarata e essa marca da região de Foz é um exemplo disso. Este mês já começamos a qualificar a fila de pessoas que necessitam de procedimentos oftalmológicos em Guaraqueçaba e demais municípios do Litoral”, informou. 



A secretaria da Saúde prepara para os próximos meses um novo mutirão, que abrange procedimentos de várias especialidades, como ortopédicos, ginecológicos, oftalmo, entre outras áreas. Neste ano, o Paraná poderá contar também com recursos federais, já anunciados pelo Ministério da Saúde. 



MÃE PARANAENSE – Na área materno-infantil, o destaque do quadrimestre foi a confirmação de 38 hospitais e maternidades na Rede Mãe Paranaense. São instituições que atendem as gestantes paranaenses e recebem valores diferenciados para melhorar o atendimento às gestantes e bebês de suas regiões. 

Também foram instalados mais quatro postos de coleta de leite humano, que contribuem para garantir assistência adequada a bebês prematuros. 

“Comemoramos neste ano a menor taxa de mortalidade infantil do Paraná – 10,49 mortes por mil nascidos vivos. Nosso objetivo é reduzir ainda mais e garantir que os paranaenses nasçam com saúde”, salientou o secretário. 

OBRAS E VEÍCULOS – Na área da infraestrutura da saúde, foram mencionadas obras em execução, como a construção do Anexo da Mulher do Hospital do Trabalhador, em Curitiba; a construção do Hospital Regional do Centro-Oeste, em Guarapuava; Centros de Especialidades de Maringá, Londrina, Cascavel e Guarapuava. 



Também já foram entregues 85 veículos para reforçar as unidades próprias da saúde, como hospitais e regionais. 



DENGUE – Em fevereiro, o Paraná promoveu a segunda fase da campanha de vacinação contra a dengue. Cerca de 241 mil pessoas receberam a vacina, sendo 149 mil referentes à segunda dose e 92 mil primeiras doses aplicadas. De agosto de 2016 a maio deste ano, o Paraná registrou apenas 593 casos de dengue. Nos 30 municípios que receberam a vacina foram 376 casos. 



VACINA GRIPE – A posição do Paraná em manter a vacina da gripe aos públicos prioritários também foi tema da reunião. Caputo Neto explicou aos parlamentares que não há excedente de vacinas para atender a toda população e que é necessário priorizar a imunização dos que tem maior risco para a doença. 



“Dizer que vamos vacinar indiscriminadamente é ignorar que existem pessoas mais vulneráveis e que precisam de atenção diferenciada para evitar agravamento e mortes. Liberar para todos sem ter doses extras é o mesmo que convidar mais de mil pessoas para um jantar e ter comida para apenas 100”, ressaltou. 



Participaram do encontro para prestação de contas o presidente da Comissão de Saúde, deputado Dr. Batista; os deputados Nelson Luersen, Tercílio Turini, Scanavaca, Ademir Bier, Márcio Pacheco, Nereu Moura e Evandro Araújo. 

 

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