
Por Carlos Roberto Francisquini
O município de Cambará localizado no Norte Pioneiro do Paraná, começa a materializar um movimento de reindustrialização com a chegada da Yazaki, multinacional japonesa reconhecida globalmente pelo fornecimento de sistemas elétricos para a indústria automotiva no Brasil e na América Latina. A empresa já ocupa parte da planta industrial pertencente à Aliance, joint venture formada pelo Grupo Certano e pela SL Alimentos, que adquiriram o antigo complexo fabril da General Mills no município.
O início das operações da Yazaki é acompanhado de expectativa no mercado de trabalho local. Segundo informações já divulgadas, a unidade deverá gerar cerca de 300 empregos diretos logo na largada, com previsão de dobrar esse contingente a médio prazo, à medida que novas frentes de produção sejam ativadas. O movimento tende a reposicionar Cambará como polo regional de atração industrial, com efeitos indiretos sobre a cadeia de serviços e fornecedores.
Apesar da ansiedade da população quanto ao começo efetivo das atividades, os responsáveis pelo empreendimento afirmam que o cronograma segue dentro do previsto. Em recente declaração ao jornal Circulando, o empresário Luís Dias ponderou que a implantação de uma operação industrial de grande porte demanda tempo e planejamento.
“Uma empresa para interromper suas operações acontece de um dia para o outro, mas para iniciar atividades exige muito planejamento, e é exatamente isso que está acontecendo. Tudo está dentro do planejado”, afirmou.
Dias destacou ainda que o complexo industrial passa por adequações estruturais e operacionais para absorver não apenas a Yazaki, mas também novos investimentos no futuro. A estratégia, segundo ele, é preparar o ativo industrial para um ciclo mais longo de ocupação e diversificação produtiva.
Para analistas regionais, a chegada de uma multinacional do porte da Yazaki sinaliza maior confiança do capital produtivo no interior do Paraná, em linha com a busca das empresas por redução de custos logísticos, acesso à mão de obra e descentralização das plantas industriais. Em Cambará, o sentimento predominante é de cauteloso otimismo: a operação ainda está em fase de preparação, mas já reposiciona o município no mapa industrial do Estado.