Domingo, 04 de Outubro de 2026
18°C 27°C
Cambará, PR
Publicidade

Sociedade Anônima: o rock que se recusa a sair de cena

No 11º Encontro de Carros Antigos de Cambará, banda comandada por Leandro Moreira voltou ao palco para revisitar clássicos que ajudaram a construir a história do rock

Carlos Roberto Francisquini
Por: Carlos Roberto Francisquini Fonte: Da redação
28/09/2026 às 20h52 Atualizada em 01/10/2026 às 18h46
Sociedade Anônima: o rock que se recusa a sair de cena
Banda Sociedade Anônima - Foto: Carlos Roberto Francisquini/ Arquivo REDE CIRCULANDO

 

Por Carlos Roberto Francisquini

 

Há músicas que envelhecem. E há músicas que simplesmente não aceitam envelhecer.

Foi nesse território, entre guitarras, amplificadores e memórias de outras décadas, que a Banda Sociedade Anônima, de Cambará, voltou ao palco neste domingo durante o 11º Encontro de Carros Antigos de Cambará. Entre automóveis que carregam histórias próprias, a banda colocou o rock novamente em circulação — aquele rock feito para ser ouvido alto, cantado junto e reconhecido já nos primeiros acordes.

À frente do grupo, Leandro Moreira, vocalista e líder da S/A, mais uma vez deixou evidente a relação visceral que mantém com o repertório que escolheu interpretar. No palco, não se trata apenas de executar canções conhecidas. Moreira mergulha nos clássicos e devolve ao público uma interpretação marcada pela presença, pela voz e pela energia de quem conhece o peso de cada canção.

Além de Leandro Moreira nos vocais, o quarteto é formado por Kleber Cordeiro, na guitarra; Felipe Destefani, na bateria; e Lucas Marins, no baixo.

A apresentação foi uma das atrações do encontro e dialogou diretamente com a atmosfera do evento. De um lado, carros antigos, representantes de diferentes épocas da indústria automobilística. Do outro, o rock que nasceu, cresceu e atravessou essas mesmas décadas sem perder sua capacidade de provocar reação.

A Sociedade Anônima aposta em um repertório que passa por grandes nomes e clássicos do rock. São canções lançadas muito antes de parte do público presente nascer, mas que continuam reconhecíveis — e, principalmente, continuam funcionando quando executadas ao vivo.

É justamente aí que está uma das forças da banda.

Em tempos de playlists instantâneas, músicas produzidas para disputar poucos minutos da atenção do público e sucessos que desaparecem tão rapidamente quanto surgem, a Sociedade Anônima trabalha com outra lógica: a permanência.

O bom e velho rock and roll.

A guitarra, o baixo, a bateria e a voz formam uma espécie de máquina do tempo. Não para reproduzir o passado como peça de museu, mas para mostrar que determinadas músicas continuam tendo lugar no presente.

 

Leandro Moreira e a conexão com o palco

Leandro Moreira - Vocalista e Lider da Banda Socieade Anônima 
Foto: Carlos Roberto Francisquini/Arquivo REDE CIRCULANDO

 

Se a banda é o instrumento, Leandro Moreira é uma de suas principais vozes.

Vocalista e líder da Sociedade Anônima, ele conduz as apresentações com a experiência de quem não precisa transformar o palco em espetáculo artificial. A energia aparece na interpretação, na escolha das músicas e na maneira como estabelece conexão com quem está diante dele.

No Encontro de Carros Antigos, essa característica voltou a aparecer.

Kleber Cordeito - Guitarrista da Banda Socieade Anônima
Foto: Carlos Roberto Francisquini/Arquivo REDE CIRCULANDO

 

Enquanto o público circulava pelo espaço, fotografava os veículos, reencontrava amigos e acompanhava a programação, a Sociedade Anônima criava sua própria paisagem sonora. E, quando os primeiros acordes dos clássicos surgiam, a distância entre gerações diminuía.

É uma das particularidades do rock: uma música gravada há décadas pode encontrar alguém que sequer havia nascido quando ela foi lançada — e ainda assim fazer sentido.

Felipe Destefani, na bateria da Banda Sociedade Anônima
Foto: Carlos Roberto Francisquini/Arquivo REDE CIRCULANDO

 

O passado continua tocando

O encontro de carros antigos talvez seja um dos ambientes mais naturais para uma banda como a Sociedade Anônima.

Lucas Marins, baixista da Banda Socieade Anônima
Foto: Carlos Roberto Francisquini/Arquivo REDE CIRCULANDO

 

Os veículos expostos representam uma época em que desenho, mecânica e personalidade mantinham outra relação com a cultura. O rock que a banda leva ao palco pertence ao mesmo universo simbólico.

São máquinas diferentes, mas movidas pela mesma ideia: preservar aquilo que o tempo não conseguiu apagar.

 

A Sociedade Anônima faz isso com música

Banda Socieade Anônima
Foto: Carlos Roberto Francisquini/Arquivo REDE CIRCULANDO

 

E Leandro Moreira, ao microfone, e seus comparsas Kleber, Gonha e Felipe Destefani parece saber exatamente o que tem nas mãos: um repertório que não depende de novidade para continuar relevante.

No palco, os clássicos voltam a respirar.

E, em Cambará, o rock continua fazendo barulho.

 

Rádio Circulando

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
Cambará, PR
18°
Tempo nublado
Mín. 18° Máx. 27°
18° Sensação
0.79 km/h Vento
89% Umidade
100% (9.42mm) Chance chuva
05h57 Nascer do sol
18h19 Pôr do sol
Segunda
28° 18°
Terça
22° 18°
Quarta
29° 18°
Quinta
32° 19°
Sexta
23° 19°
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Economia
Dólar
R$ 5,22 +0,10%
Euro
R$ 5,87 +0,00%
Peso Argentino
R$ 0,00 +0,00%
Bitcoin
R$ 475,808,12 +1,76%
Ibovespa
192,114,55 pts 2.63%
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Lenium - Criar site de notícias