

G1
Uma doença considerada silenciosa e traiçoeira será o tema de inúmeros debates Brasil afora no próximo dia 14 de novembro. A data marca anualmente o Dia Mundial do Diabetes, um mal cujas consequências matam mais do que o câncer de mama e a AIDS juntos.
Embora seja uma doença bastante conhecida da população, ainda existem muitos mitos e tabus que cercam o assunto Diabetes. Principalmente, por abrigar dois tipos, o que causa muita confusão quanto se discute a prevenção e o tratamento dos Diabetes tipo 1 ou tipo 2.
Veja alguns mitos sobre a doença:
No Diabetes Tipo 1, o organismo não produz insulina, ou produz muito pouco e, por isso, é necessário tratamento com insulina. Geralmente, surge na infância ou na adolescência e acomete entre 5% e 10% do total de pessoas com a doença. No Diabetes Tipo 2, o organismo não consegue usar adequadamente a insulina produzida pelo corpo. Nesses casos, o controle geralmente pode ser feito por meio de dietas e atividades físicas. Apesar dessas diferenças, em ambos há um aumento de glicose (açúcar) no sangue, que pode causar uma série de danos ao organismo. Portanto, ambos os tipos são perigosos e requerem cuidados.
O Diabetes Tipo 1 é causado por fatores genéticos, além de outros ainda pouco conhecidos. O Tipo 2 tem causa genética aliada ao estilo de vida. Embora o consumo do açúcar em si possa não estar relacionado ao desenvolvimento do Diabetes, pode provocar sobrepeso e já é sabido que a obesidade aumenta o risco de desenvolvimento do Diabetes Tipo 2. Dessa forma, a dieta hipercalórica, contendo ou não açúcar pode, favorecer o ganho de peso e a predisposição para a doença.
Os doces e as bebidas alcoólicas não estão terminantemente proibidos na dieta do diabético. No entanto, precisam ser consumidos com moderação e estar inseridos em um planejamento alimentar. Fracionar o consumo desses alimentos e combinar com atividades físicas são medidas recomendáveis.
Embora a doença possa ser silenciosa na maioria dos casos, o Diabetes pode apresentar sintomas, principalmente no Tipo 1. Os sintomas mais comuns são sede excessiva, perda de peso repentina, fome exagerada, cansaço, má cicatrização, entre outros. No Tipo 2, os sintomas nem sempre são muito claros, por isso a prevenção por meio de exames regulares de sangue são extremamente importantes.
Estar acima do peso é um fator importante no desenvolvimento da doença, mas não o único. O histórico familiar, a idade e os hábitos de vida também podem desencadear ou agravar a doença. Em muitos casos, os magros também podem desenvolver a doença, ao mesmo tempo em os obesos podem permanecer imunes.
Os pães, massas e outros alimentos ricos em amido podem ser consumidos, mas dentro de um planejamento de uma alimentação saudável. Como os carboidratos elevam a glicemia (taxa de açúcar no sangue) com rapidez, o consumo desses alimentos deve ser feito em pequenas porções.
Caso não seja tratado adequadamente, o Diabetes pode levar a inúmeras complicações e até provocar a morte do portador da doença. O Diabetes pode provocar mau funcionamento de órgãos vitais como rins e coração, danos na visão e nos pés, impotência sexual, dificuldade de cicatrização e até amputação de órgãos.
Como na maioria das doenças, a prevenção é sempre o melhor remédio. Os hábitos saudáveis de vida e uma alimentação equilibrada são as principais medidas preventivas. Aliados aos hábitos, os exames preventivos também tem papel importante no controle da enfermidade. Anualmente, deve-se checar os índices de glicose, colesterol, triglicérides e a pressão arterial. Com isso, é possível diagnosticar a doença em sua fase inicial e obter resultados mais positivos no seu controle.
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