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Quatro tipos de birra e formas de controlá-las

É um dos comportamentos mais típicos das crianças

Carlos Roberto Francisquini
Por: Carlos Roberto Francisquini
15/01/2018 às 16h59
Quatro tipos de birra e formas de controlá-las

Notícias ao Minuto

 


 

 

Por birra entende-se a insistência numa ideia ou comportamento, que pode ser exagerado e sem uma motivação racional. Em alguns casos, a birra é o espelho de um mero capricho ou vontade de ‘ser do contra’.


Para as crianças, a birra chega mesmo a ser um ato repetido e até mesmo quase diário, resultando como forma de defesa e/ou ataque e fazendo com que os pais levem as mãos à cabeça nas mais variadas situações. Mas não é preciso fazer um drama em cada birra que uma criança protagoniza. Melhor do que isso é passar a decifrar cada tipo de birra que é feita e saber atuar de imediato.


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E é aqui que entra Stéphanie Couturier, psicóloga e sofróloga. A especialista assina o livro ‘Como ajudar o seu filho a controlar as birras – exercícios e ferramentas para acalmar e evitar as crises’, onde explica o porquê das birras, como se diferenciam e qual o melhor método de ataque, sendo que a estratégia passa sempre pelo mesmo: acalmar e evitar.


A especialista francesa começa por diferenciar os quatro tipos de birra que os mais novos costumam protagonizar. São eles:

1 – A birra maliciosa. “Manifesta-se por ‘palavras feias’ e ofensas;

2 – A birra imbatível. “É a mais potente das birras. Leva sempre a melhor”;

3 – A birra destruidora. “A criança atira as coisas para o chão e ‘destrói’ tudo no seu caminho”;

4 – A birra resmungona. “A criança apenas grita e resmunga”;

5 – A birra possessa. “É a pior de todas! Um verdadeiro monstro das birras. Todas as birras ao mesmo tempo e mais potentes! Manifesta-se em gritos, palavras amargas e coisas partidas. É assustadora: a criança parece possessa! Ocorre, com frequência, quando existem diversas raivas dentro da criança por não ter conseguido expulsá-las antes. Afinal, não passa de uma acumulação de birras”.


Evitar uma briga é sempre o desejado, mas está longe de ser sempre possível, por isso, tão ou mais importante do que tentar que a criança não repita o mesmo comportamento vezes sem fim é saber atenuá-lo. Deste modo, o livro de Stéphanie Couturier serve como uma espécie de guia prático para compreender o comportamento dos mais novos e saber ‘moldá-los’ para que as birras deixem de fazer parte do dia a dia.


“As minhas ferramentas são pequenos exercícios para os pais fazerem com os filhos ou incentivarem-nos a fazê-los sozinhos. Não existem restrições. Fáceis de executar, funcionam como uma terapia de fundo. Alguns deverão ser feitos todos os dias. Quanto mais a criança se sentirá familiarizada com eles, mais controlo terá sobre as suas birras”, escreve a autora.


Mas, que ferramentas são essas mesmo? São estratégias práticas que passam pelos exercícios de libertação de energia e de táticas de respiração, pela dádiva de superpoderes à criança (aliados à capacidade imaginativa infindável da criança, claro) e também pela descontração.

 

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