

Blog do Aroldo Murá
fotos: Bem Paraná
Na onda de rumores que cerca o destino político do governador tucano Beto Richa, inclui-se agora a de que permanecerá no cargo até o fim do mandato. Quando a porta da esperança lhe for aberta, em 2019, com um novo presidente – aposta as fichas em Geraldo Alckmin – será ministro na vaga reservada ao Paraná.
Para dar crédito a essa versão da história, há quem jure de pés juntos que Richa convocou uma reunião familiar há duas semanas e anunciou, em tom seco, que Pepe Richa e Marcello Richa não serão mais candidatos à Câmara Federal. Que tirem o cavalinho da chuva.
No entanto, contrariando esses rumores, notícias dão conta que Pepe e Marcello Richa continuam em plena campanha eleitoral em todo o Paraná.
Parece mais uma daquelas narrativas criadas para gerar expectativa em torno da data de 7 de abril, decisiva para Richa, porque é o último dia previsto no calendário eleitoral para que ele renuncie ao mandato e transmita o cargo a sua vice, Cida Borghetti (PP).
Enquanto Richa passeia pelo gabinete repetindo o bordão shakespeariano (“ser ou não ser”), o ministro da Saúde (Ricardo Barros) já carrega as baterias. Em 60 dias, um escritório dará a largada para sua pré-campanha a deputado federal. Barros esperava concorrer ao Senado, mas prefere negociar o posto em uma ampla aliança que garanta a eleição de Cida em outubro.
A assessoria de imprensa do candidato Barros será do jornalista Aldo Silva.
Ratinho Jr., que agora atende preferencialmente por Carlos Massa Jr., foi sondado para compor a chapa na condição de candidato ao Senado, mas não viu nisso nenhuma vantagem. Quer ser governador e teria o favoritismo das pesquisas a seu favor.
Se fizer tudo certo até lá, sem se deixar seduzir por ataques gratuitos ao adversário – como fez ao disputar a prefeitura de Curitiba em 2012 – pode levar fazer uma bela carreira.

Há vários cenários em jogo na sucessão de Beto Richa. Um deles, por exemplo – e muito importante – é considerar que Ratinho Jr. tem alta rejeição no eleitorado de Curitiba. Isso embora seja bem aceito no interior do Paraná. Acontecer que lá no “hinterland” terá de dividir eleitorado com Osmar Dias (que não é de matar com a unha) e Cida Borghetti, que tem tudo para crescer, daqui para frente.
Não se trata de excesso de otimismo. A onda de renovação exigida pelo eleitor brasileiro pode até passar por um político de 36 anos como Carlos Massa Ratinho Jr.. Mas ele está longe de ser apresentado como “novo”.
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