

Ana Carolina Casquel Boriollo

A palavra autonomia, significa a “capacidade de governar-se pelos próprios meios”, ou seja, todos nós necessitamos desenvolver a autonomia ao longo de nossas vidas, pois é ela quem vai nos permitir evoluir nas questões pessoais e nos proporcionar a lidarmos com situações de enfretamento e interação social que encontraremos em nossa trajetória.
O desenvolvimento da autonomia inicia-se na infância até a passagem para a vida adulta, e consiste em tomar suas próprias decisões, exercer sua liberdade de forma responsável, definir metas e objetivos de vida, ou seja, traçar o seu próprio caminho.
Se tornar uma pessoa autônoma, depende de sua história e de suas relações familiares, ou seja, as crianças que crescem em ambientes saudáveis e felizes são capazes de enfrentar melhor seus problemas e situações de conflitos, sejam elas no ambiente familiar, escolar ou social. Sendo assim, é essencial e determinante o papel dos pais nesse processo de desenvolver a autonomia das crianças, até mesmo no que se refere a habilidades motoras e cognitivas.
É na infância que acontece a construção da personalidade da criança e isso é um fator essencial para o desenvolvimento da autoestima e desenvolvimento intelectual, sem esquecer que há uma grande necessidade de limites bem estabelecidos, nessa fase da infância.
É imprescindível que as crianças saibam interagir com o mundo, saibam tomar decisões, consigam dizer sim ou não e tenham persistências em situações difíceis, pois somente assim serão capazes de resolver seus próprios problemas.
Mas para que isso ocorra de forma adequada e harmoniosa, é necessário que os pais permitam que seus filhos, desde pequenos, executem e tentem resolver sozinhos as suas atividades, mesmo que eles errem muitas vezes, o que é importante para que aprendam a lidar com seus próprios erros e suas frustrações.
É muito comum vermos pais que terceirizam a criação dos filhos ou que fazem tudo por eles: os superprotetores. Mas apesar de serem bem intencionados, pois querem somente proteger e ajudar seus pequenos, as consequências são as piores e isso não tem a ver com amor e carinho, pois é primordial dar espaço para que a criança evolua e tenha suas conquistas por conta própria.
Afinal de contas, falar não, colocar limites e proporcionar que as crianças façam suas atividades sozinhas também é um grande gesto de amor.
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