
Ir. Ivanir Lourenço
Falar sobre o medo é algo muito complexo, tendo em vista a singularidade do ser humano e a infinidade de fatores psicológicos capazes de desencadeá-lo. A relevância deste tema se dá pelo fato de que o mesmo emerge em rodas de conversa, em todas as faixas etárias e pode, de certa forma, implicar no convívio social. O medo que apavora, paralisa, impede e angustia que, muitas vezes, se apresenta como queixa incurável. São tantos tipos de medos que elencá-los seria impossível. São vários e inusitados, declarados ou ocultos.
Todos sentem medo de algo. Esta afirmativa se dá pelo fato de sermos seres humanos, passíveis desses sentimentos e emoções. Existe uma infinidade de fatores desencadeantes do medo e que pode acometer pessoas em qualquer idade. Podem ser passageiros, assim como também podem tornar-se psicopatológicos. Um dos fatores ligados ao sentimento do medo é a história de vida de cada indivíduo.
O sentimento do medo se apresenta em escala, ou seja, ele vai tomando proporções diferentes, até que o indivíduo tenha seus sentimentos e emoções estabilizados, paralisados.
A presença deste sentimento é uma alteração das emoções e dos sentimentos, mas também é fundamental para a nossa autopreservação. Já imaginou se não o tivéssemos? O que seríamos capazes de fazer? Por exemplo: atravessar uma rua sem temer, podendo sofrer um acidente e pôr em risco a própria vida. Mas, quando o sentimos em exagero, podemos nos prejudicar e nos tornar pessoas muito inseguras.
O medo é uma emoção universal da humanidade. É um estado de progressiva insegurança e angústia, de impotência e invalidez crescentes ante a impressão iminente de que sucederá algo que queríamos evitar e que, progressivamente, nos consideramos menos capazes de fazer.
O medo, de alguma forma, está associado a um estado de angústia, angústia que castra, tolhe, inibe e reprime, algo que vai muito além do compreendido e manifesto, estando também ligado ao sofrimento.
Ele é até hoje um sentimento comum a todo indivíduo. Além do sofrimento psíquico que o medo provoca e é vivenciado pelo indivíduo, vem também o sofrimento físico, as reações orgânicas e fisiológicas são alteradas por conta de um estado de fortes emoções e angústias.
Tal sentimento pode comprometer a capacidade de independência e autonomia do ser humano que vivencia este estado. A procura por um profissional especializado na área e, possivelmente, iniciar um processo terapêutico, seria uma das alternativas de grande ajuda para nos tornarmos pessoas mais livres e com mais equilíbrio físico e mental.
Ir. Ivanir Lourenço
Psicóloga
CRP: 08/14763
Integra diretoria do Colégio Nossa Senhora das Graças de Cambará