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DEPRESSÃO E A PRÁTICA DA FÉ

O aumento de pessoas deprimidas está diretamente relacionado ao abandono da fé, ao aniquilamento das relações familiares e ao fim das verdadeiras amizades

Carlos Roberto Francisquini
Por: Carlos Roberto Francisquini
14/11/2018 às 16h10 Atualizada em 14/11/2018 às 16h13
DEPRESSÃO E A PRÁTICA DA FÉ


   

 

Segundo o compêndio de Psiquiatria, a depressão é uma doença “do corpo” como um todo, que compromete o corpo e pensamento da pessoa. Ela afeta a maneira como o indivíduo se alimenta e dorme, como se sente em relação a si próprio e sobre o que o cerca. Uma doença depressiva não é uma “fossa” ou um “baixo astral” passageiro. Também não é sinal de fraqueza ou uma condição que possa ser superada somente pela vontade ou esforço. As pessoas com doença depressiva não podem simplesmente recompor-se e melhorar por conta própria. Sem tratamento, os sintomas podem durar por muito tempo.


           A depressão é uma alteração do humor ou do afeto. O início dos episódios são frequentemente relacionados a situações estressantes. É reconhecido que os sintomas são somáticos, vitais e biológicos. Em episódios depressivos típicos, de todas as três variedades descritas abaixo, leve, moderada e grave, o indivíduo sofre humor deprimido, perda de interesse, de prazer e de energia reduzida, levando a uma fatigalidade aumentada e atividade diminuída, de acordo com informações extraídas da Classificação Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde (CID X).

             Outros sintomas comuns no estado depressivo são:

              - concentração e atenção reduzidas;

              - autoestima e autoconfiança reduzidas;

              - ideias de culpa e inutilidade;

              - visão deslocada e pessimista do futuro;

              - ideias de atos autolesivos ou suicidas;

              - sono perturbado;

              - apetite diminuído;

              - estado de tristeza progressivo.

            Conforme dados do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-IV), as doenças depressivas manifestam-se de diversas maneiras, ocorrendo variações quanto ao número, gravidade e duração dos sintomas.


            Sendo assim, estudos científicos realizados comprovam a influência da fé no estado depressivo e o quanto seu papel faz a diferença na vida daquele que acredita e vive a sua fé e na vida daquele que não acredita e que não vive a sua fé. O aspecto espiritual é parte fundamental e tem um significado muito grande na recuperação dos pacientes em qualquer doença, tendo como destaque principal a recuperação da depressão. Os indivíduos que têm recursos religiosos, têm uma proporção significativa menor no desenvolvimento da depressão, principalmente na depressão pós-trauma. A depressão é síndrome que nos “empurra para baixo”; seu único contrário, portanto sua melhora, é um “puxar para cima” (Deus). Sem Deus é impossível a pessoa sair desse buraco em que se encontra. Quando o ser humano abandona os seus valores espirituais, acaba caindo nas mãos do nada. O mal é consequência de nosso afastamento de Deus e de seu projeto. É consequência da desumanização gerada por um ateísmo cada vez mais prático.


          O aumento de pessoas deprimidas está diretamente relacionado ao abandono da fé, ao aniquilamento das relações familiares e ao fim das verdadeiras amizades. Quando uma pessoa se sente amada por Deus, essa arte de amar não só se torna mais fácil, como também se torna quase que inevitável. A arte de amar pode ser praticada como uma terapia libertadora para quem crê no amor. Enquanto mantiver acesa a chama da fé, sempre será forte e se esforçará por colocar a vida em movimento. A resignação, a passividade e a falta de fé são um convite para a morte. Com relação à fé, podemos propor que vencem aqueles que sentem que a vida tem um significado, que existe algo por que lutar, uma vitória a ser conquistada. A fé é puro dom de Deus e, para obtê-la, basta pedir e Ele nos dará na mesma medida que nosso coração a desejar. O deprimido necessita de força de vontade, confiança e fé em Deus para superar esse doloroso momento que está vivendo.


       

Ir. Ivanir Lourenço é Psicóloga e integra a equipe de diretores do Colégio Nossa Senhora das Graças de Cambará

   Isso tudo não significa que a pessoa está isenta de qualquer doença e que também não possa ser acometida por uma depressão, mas o importante é que a pessoa sabe um pouco melhor como reagir diante de um mal, principalmente de um mal causado pela depressão. Isso também não significa que a pessoa que foi acometida por um quadro depressivo não precise também de ajuda humana (profissionais da área) e, acima de tudo, do seu próprio esforço e de vontade para vencer.


         Quando alguém tem de conviver com o mal é que então precisa muito das próprias forças. Importa antes de tudo manter acesa a luz em meio à escuridão, e é somente aí, ou seja, na escuridão, que a luz tem um sentido. (JUNG).

 

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