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Conversa com a Psicóloga: A Rotina necessária

"Nem sempre para os pais é fácil manter uma rotina para os filhos" diz Ana Carolina Boriolo

Carlos Roberto Francisquini
Por: Carlos Roberto Francisquini
21/02/2019 às 11h02
Conversa com a Psicóloga: A Rotina necessária

           

 

 

 

 A palavra rotina nem sempre soa bem aos ouvidos dos adultos, mas ela é essencial para quem tem criança em casa. Além da rotina, a repetição e a mesmice permitem aos pequenos atravessar de maneira tranquila e delicada a fase que vai principalmente até os dois anos de idade.


 Nem sempre para os pais é fácil manter uma rotina para os filhos, pois estão acostumados com um ritmo desenfreado de trabalho e a correria do dia a dia, mas é preciso pisar no freio quando a tarefa é cuidar dos pequenos. A monotonia, sensações muito parecidas, mesmos rostos, mesmos horários e tudo bem regrado é de grande importância para que os pequenos entrem no mundo como crianças fortes e saibam se relacionar com os outros.


Para os bebês, a tarefa de crescerem pessoas sociáveis e expansivos não é ficar passando de colo em colo, desde bem pequeno, como as vezes, os adultos acreditam. Certamente não é assim que eles “treinam” para serem descolados e com muitos amigos. Pelo contrário, a base mais consistente para que se construir essas e outras habilidades é exatamente naquelas horas repetitivas passadas dentro de casa.


É com a mãe, o pai, a avó, o avô ou a babá, no dia a dia das mamadas, banhos,  trocas de fraldas e brincadeiras que os pequenos vão percebendo, desde muito cedo, que existe presença e ausência. É exatamente nesse trajeto em que vozes, rostos, toques e cheiros somem ao decorrer do tempo, que eles terão as primeiras noções de sua própria existência e serão chamados para o mundo do afeto. Quanto mais definidas e constantes forem essas sensações, melhor será seu processo de humanização.


São nos momentos em que percebem a ausência de quem cuida, que as crianças começam a processar seus sentimentos e a entrar devagarinho no mundo dos símbolos, e assim começam a construir sua capacidade de olhar, de falar, de ouvir amplamente e de fazer vínculos afetivos com as pessoas.


É claro que necessitar de rotina não significa que jamais isso  pode ser  quebrado, afinal, os adultos tem outras coisas importantes a fazer, além de trocar fraldas. E respeitar o ritmo dos pequenos não significa deixá-los totalmente soltos a sua vontade. Também  é sempre bom lembrar que os limites são necessários, sempre. Enfim, conseguir respeitar o ritmo dos pequenos  com paciência e coerência, é acima de tudo, dar-lhes instrumentos essenciais para que possam crescer!

 

 

 

                                           Ana Carolina B. C. Boriollo

                                             Psicóloga CRP 08/07384 

A psicóloga integra equipe de profissionais do 

Colégio Nossa Senhora das Graças de Cambará

Contato: 

[email protected]  

 

 

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