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Cirurgião dentista de Cambará fala sobre comportamento do brasileiro

“É sobre ser honesto para poder exigir honestidade”, afirma Leandro Bonacin

Carlos Roberto Francisquini
Por: Carlos Roberto Francisquini
04/03/2019 às 10h54
Cirurgião dentista de Cambará fala sobre comportamento do brasileiro

 

 

 

 

 

Caros leitores, vamos falar sobre “brasileiros”. Quando nosso conterrâneo paranaense Sergio Moro, foi escolhido pra ministro da justiça, um amigo meu, entusiasta de Bolsonaro, disse: “agora eu quero ver ele acabar com tudo que está errado”. Evidentemente concordo que muita coisa deve ser mudada, mas só para “apagar fogo com gasolina”, falei: “isso mesmo, quero ver ele acabar com todos “skygatos” e punir com cadeia aquelas pessoas que trazem mercadoria ilegal ou acima da cota do Paraguai!”.


O exemplo pode ser um tanto exacerbado, mas o fato é que nós brasileiros costumamos “sentar no próprio rabo enquanto falamos mal do rabo alheio”, ou seja, a mesma atitude pode ser entendida como “normal”, ,ou como “um grande crime” dependendo de quem a pratica. A justificativa vem sempre com “mas eu não estou prejudicando ninguém”, ou ainda, “eu não fiz por mal”. Aí eu pergunto, qual a diferença entre quem usa o nome de uma instituição para adquirir um produto mais barato (a princípio, não prejudicou ninguém) e de alguém que usa um “laranja” para lavar dinheiro?. Ao meu ver: nenhuma.


Todo brasileiro quando está andando, exige que os motoristas os respeitem e parem nas faixas de pedestres, mas esse mesmo brasileiro atrás de um volante ou guidão, se transforma muitas vezes buzinando para que o pedestre saia da faixa.

Seguindo na mesma linha, estacionamento exclusivo de motocicletas, crime bárbaro parar um carro lá, todavia essa mesma motocicleta quando estacionada em local comum, pode acabar com a vaga de dois automóveis, sem falar no estacionamento de shopping destinado a deficientes, como diz uma amiga minha “se todos os carros que estão estacionados nas vagas de deficientes realmente o fossem, teríamos um congestionamento de cadeiras de rodas nos corredores do shopping”.


Enfim, quando algo é bom para mim, certos erros são passados à vistas grossas, ao passo que esse mesmo erro quando não me favorece torna-se imperdoável. Aqui não vou nem citar o fato de o narrador de uma grande emissora durante a copa ter incentivado os jogadores a simularem faltas, induzindo o árbitro ao erro, acho que teve alguém que levou isso a sério demais, deu no que deu.


Temos que acabar com a Lei de Gerson (querer levar vantagem em tudo), temos que ter a consciência que “achado” é “roubado” sim, quando aquele bem não te pertence e que embora à primeira vista uma determinada atitude “não prejudique ninguém”, se formos esmiuçar todas suas consequências, acharemos uma gama enorme de prejudicados.


Isso se chama CIDADANIA, tão facilmente observada em outros países, mas que os brasileiros teimam em dizer que sua falta é um “aspecto cultural do nosso povo”. INTEGRIDADE, HOMBRIDADE E HONESTIDADE, são conceitos universais, e não devem ser sobrepostos por pessoas mesquinhas, sujas e desonestas, seja qual for o grau de suas atitudes. 

 

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