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Filho de diretor da Tribuna do Vale é morto pela PM

Polícia alega que Andrei Gustavo Orsini Francisquini furou bloqueio de trânsito e apontou pistola para equipe da Rotam

Carlos Roberto Francisquini
Por: Carlos Roberto Francisquini
12/05/2019 às 18h56 Atualizada em 12/05/2019 às 19h06
Filho de diretor da Tribuna do Vale é morto pela PM

Da redação Tribuna do Vale

Caso ocorreu na Praça da Espanha, em Curitiba, na madrugada deste domingo (12) — Foto: Tony Mattoso/RPC


Um suposto confronto armado na madrugada deste domingo (12) na Praça da Espanha – bairro Bigorrilho, em Curitiba, resultou na morte do jornalista e publicitário Andrei Gustavo Orsini Francisquini, 35 anos, filho do diretor do jornal Tribuna do Vale, Benedito Francisquini. 

De acordo com a PM, Andrei Francisquini ‘furou’ um bloqueio policial e tentou atropelar a equipe que realizava a blitz. 

Houve perseguição e, segundo a polícia, o motorista teria apontado uma pistola aos policiais, que revidaram atirando contra o carro que ele dirigia, um GM Corsa de cor branca, que conforme a própria PM está em situação regular.

O corpo foi recolhido ao Instituto Médico-Legal (IML) de Curitiba.

A família ainda não informou sobre o local do velório e sepultamento de Andrei Francisquini.


Andrei Francisquini

 

Nota oficial da PM

Conforme registro em Boletim de Ocorrência, em patrulhamento pela Avenida Vicente Machado uma equipe policial viu um homem manuseando arma de fogo dentro de um veículo corsa branco e tentou abordá-lo, mas o motorista não acatou a ordem de abordagem, e arrancou com o veículo de maneira brusca.


A equipe policial iniciou, então, um acompanhamento tático. Na fuga o carro colidiu com um veículo voyage e continuou fugindo.

Já na rua Fernando Simas o veículo parou, a equipe tentou nova abordagem, mas ele não acatou e engatou marcha à ré e quase atropelou os policiais. Ele também bateu em um veículo gol que estava estacionado.


A equipe policial atirou no pneu do carro na tentativa de pará-lo, mas ele continuou avançando contra os policiais, que atiraram novamente. A equipe, então, se aproximou e verificou que o homem estava ferido. O Siate foi acionado para socorrê-lo, mas quando chegou constatou o óbito.


Ainda, conforme consta em Boletim de Ocorrência o homem estava com uma pistola calibre 9mm no colo. A equipe policial acionou a perícia, que recolheu a arma. O veículo corsa foi apreendido pela equipe policial para os procedimentos.


Consultado no sistema, verificou-se que o veículo já havia fugido de uma abordagem policial em 30/03/19, após o condutor ter sido visto efetuando disparos de arma de fogo em via pública. Também consta no sistema um encaminhamento deste mesmo homem, em 2015, na cidade de Jacarezinho (PR) por conduzir veículo com CNH cassada, quando também fugiu da polícia.


Para toda ocorrência deste tipo, envolvendo policial militar e equipamentos da corporação, é aberto um procedimento para apurar as circunstâncias. 


 

Jornalista que nasceu em Cambará publica notícia: "A única reportagem que jamais pensei publicar"


Estava me preparando para o almoço, neste domingo (12), quando recebi a inusitada visita do repórter Juninho Queiroz, da Difusora FM.

Achei que era brincadeira de mau gosto, mas logo percebi ser verdade. Meu filho Andrei, o menino maluquinho, que me deu tantas dores de cabeça, mas tinha no coração uma usina de amor, estava morto, aguardando ser reconhecido numa unidade do IML de Curitiba. 

Veio com uma conversa esquisita, mas não aguentou e disparou: olha, recebi agora a informação que seu filho Andrei morreu nesta madrugada, num suposto confronto com a Polícia Militar, em Curitiba.

As informações divulgadas até agora pela PM indicam que Andrei Gustavo Orsini Francisquini, de 35 anos, teria fugido de uma abordagem policial e que teria gerado a reação  da polícia.

Pelo que conheço de meu filho, tinha aversão a armas e qualquer tipo de violência. Fica difícil acreditar que meu menino sacasse de uma pistola e reagisse contra vários policiais.

Sinceramente, antevejo mais um desses casos sem solução. As câmeras nunca funcionam, as perícias nunca terminam e tudo acaba no esquecimento, num país acostumado com a impunidade.

Como pai, me sinto estraçalhado. Ele estava afastado de mim há algum tempo, por divergência pessoais, mas volta e meia deixa uma mensagem dizendo que me amava!

Sinceramente, não sei como vai ser minha vida a partir de agora!

Benedito Francisquini




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