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| A partir da esquerda - Betinho Quagliato e Kiko Quagliato, incentivadores do agronegócio brasileiro |
C.Roberto Francisquini
Nos últimos dias, o agronegócio tem sofrido ataques. Dados sobre desmatamento, emissão de gases e uso de agroquímicos têm sido divulgados de forma equivocada e sem esclarecer a população. O que muita gente não sabe é que o Brasil tem o Código Florestal mais rigoroso do mundo e uma grande parcela das propriedades rurais utiliza práticas sustentáveis. Além disso, o país tem uma linha de crédito específica para a produção agropecuária com baixa geração de carbono.
Em meio a uma onda de ataques aos produtores rurais brasileiros e propagados por ativistas ambientais engajados numa luta cada vez mais evidenciada por interesses ambíguos, ancorados por ONGs e correligionários partidários de esquerda, uma voz soa com autoridade e ratifica que a Alma deste País é Agro e que o Brasil tem por obrigação estimular os jovens brasileiros a se interessem cada vez mais pela atividade agrícola.
Kiko Quagliato, um dos nomes mais influentes do agronegócio brasileiro, disse em recente evento ocorrido em Ourinhos, que o país deve abrir mais o leque de oportunidades para atrair os jovens para o agronegócio. A declaração aconteceu durante a edição da Campeonato ACCTOP TEAM ROPING (prova de laço) promovida pela Associação dos Criadores de Cavalo de Trabalho do Oeste Paulista realizada na Fazenda Paraíso, e contou com número expressivo de competidores e bom público.

Na ocasião, numa breve entrevista à revista Circulando, publicada na versão impressa, Kiko destacou o potencial produtivo brasileiro. “Nosso potencial produtivo é imenso e penso que o jovem brasileiro deva se interessar mais pelos negócios do campo”, comentou. “Sem querer diminuir a importância da indústria e do comércio, mas a alma deste país é AGRO”, grafou, assinalando que espera realizações de convenções, simpósios que venda uma imagem mais positiva da atividade agrícola e pecuária no país, no objetivo de contribuir para que os mais jovens se interessem cada vez mais pelo Brasil rural. “Os desafios são constantes”, assinalou o empresário.
E são mesmo. Basta acompanhar algumas ações midiáticas.
Para José Luiz Tejon Megido, Conselheiro Fiscal do Conselho Científico para Agricultura Sustentável (CCAS), e comentarista da Rádio Jovem Pan, disse em seu mais recente artigo, que “Ataques contra o agronegócio representam o berro da insensatez”. Ele também afirmou que alguns documentários e especiais jornalístico chegam ao absurdo de dizer que o Brasil será transformado num grande deserto, documentários com uma locução cadavérica, associam a atividade da agropecuária brasileira atual como uma versão do inferno de Dante.
Megido, escreveu ainda que esses documentários chegam a falar de genocídio consentido, de leite materno contaminado, de destruição, e apontam produtores rurais como se fossem terroristas do Boko Haram.
“O uso de produtos para combater pragas e doenças nos vegetais, agrotóxicos, são malhados cotidianamente nessas visões sócio críticas, ideológicas e utópicas. Eu não gosto de veneno, você não gosta de veneno; eu não gosto de remédios, ninguém gosta de remédios; ou de correr e ficar nas filas para tomar vacina contra a gripe, enfim. Mas, infelizmente eu preciso dos remédios e não há forma de produção em escala num ambiente tropical como o brasileiro onde não temos invernos regulares, neve, sem o uso de produtos que combatam pragas e doenças nas plantas”, pondera. “O que ignoramos se transforma num brutal e intransponível obstáculo. O agronegócio precisa de uma direção de marketing com urgência”, publicou (clique aqui e veja o artigo na integra)
A mesma ação de marketing proposto por José Luiz Tejon Megido para desfazer as barbaridades propagadas contra o agronegócio, é a mesma sugerida por Kiko Quagliato, porém o agroindustrial ourinhense pede medidas urgentes para chamar a atenção dos jovens para a atividade agrícola.
ACCTOP TEAM ROPING etapa Ourinhos
O evento, perfeitamente organizado, foi realizado na Fazenda Paraíso, de propriedade da família Quagliato e reuniu dezenas de competidores e simpatizantes da modalidade. De acordo com Betinho Quagliato, organizador da competição, o objetivo vai além das provas de laço. “Estes encontros são ideais para fortalecer a parceria entre os criadores de cavalo de trabalho da região”, frisou, “é uma grande festa, sem dúvidas, mas é um momento de trocar informações e promover os criadores”, destacou.