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Se aprovada, Reforma da Previdência deve estimular brasileiros a aumentar investimento no exterior

Consultoria para empreendedores brasileiros nos EUA aponta crescimento na procura por serviços de internacionalização, visando justamente a maior estabilidade

02/10/2019 14h27
Por: Nathália Bonhole
Se aprovada, Reforma da Previdência deve estimular brasileiros a aumentar investimento no exterior

 

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As incertezas sobre as consequências da reforma da Previdência no Brasil, aprovada em primeiro turno no Senado nesta terça-feira (1º/10), têm estimulado um número maior de brasileiros a buscar alternativas de investimentos em outros países. A nova relação – mais próxima – do governo de Donald Trump com o Brasil configura os EUA como um cenário ideal procurado por brasileiros que estão interessados em aposentar-se em dólar ou proteger seus patrimônios.

O economista e analista político Carlo Barbieri, presidente do Oxford Group, maior consultoria dos EUA para brasileiros interessados em levar seus negócios para os EUA, avalia que, em busca de segurança econômica, muitos estão interessados em posicionar parte de seus investimentos nos EUA. "A estabilidade econômica do país é atraente para quem vem de fora. Em alguns casos, a escolha não é definitiva, mas se for bem assessorado e planejado, o investimento pode render e vir a ser uma boa aposentadoria em dólar e é com este objetivo que muitos brasileiros têm nos procurado", atesta.

O consultor, que atua há mais de 30 anos nos EUA, explica que há mais de dois anos o número de brasileiros interessados em investir no exterior tem aumentado. As incertezas com relação ao crescimento do Brasil e com a previdência, têm, de modo geral, sido fatores mais relatados por brasileiros que procuram o escritório do Oxford Group. "A estabilidade econômica dos EUA é atraente. As políticas fiscais de Trump resultaram na redução do imposto de renda para empresas em território americano, que passou de 35% para 21%", afirma o economista. Já no Brasil, a tarifação do IR para empresas se mantém em 34% – a mais alta entre os países do G-20 e do Brics. A média global é de 22,96%, segundo a consultoria EY.

*Carlo Barbieri é analista político e economista. Com mais de 30 anos de experiência nos Estados Unidos, é Presidente do Grupo Oxford, a maior empresa de consultoria brasileira nos EUA. Consultor, jornalista, analista político, palestrante e educador. Formado em Economia e Direito com mais de 60 cursos de especialização no Brasil e no exterior.

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