

Brasília
Tem sido veiculado na imprensa, nos últimos dias, que a alta de Combustível é “questão de tempo”, conforme afirmou a presidente da Petrobrás, Maria das Graças Foster, devido à necessidade de realinhamento dos preços internos frente aos praticados no mercado internacional.
Por outro lado, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, tem grande preocupação de que o aumento da gasolina e do diesel possa alimentar ainda mais a inflação.
O preço da gasolina vem sendo mantido de modo artificial há pelo menos 4 anos. Isto porque a Petrobrás continua adquirindo gasolina (100.000 barris/dia) a preços mais altos do que está vendendo, comprometendo de forma substancial o balanço da empresa, que já apresenta um gigantesco prejuízo de 1.3 trilhões de reais. Isto sem contar com a queda, pela metade, do valor de suas ações. O que nos assusta nesta política é que, até muito pouco tempo, mais de 50% da frota automobilística estava usando Etanol e, de repente, menos de 30% roda movido pelo combustível verde. O Etanol perdeu competitividade para a gasolina. Porquê?
O custo da produção da cana de açúcar subiu, nestes últimos 4 anos, de R$34,00 reais/Tonelada, para R$65,00/tonelada. Isto é reflexo do reajuste de 49,8% concedido ao salário mínimo (passou de R$415,00 para R$622,00), além do aumento dos custos de produção associados aos fertilizantes, defensivos agrícolas, máquinas e implementos, etc.
| Nosso combustível limpo e renovável, que já atingiu o patamar de 2ª fonte de energia do País, está fadado a acabar, se não houver mudanças rápidas e pontuais nas Políticas Públicas do Governo Federal. |
Para agravar ainda mais o cenário econômico, o que se ouve e se lê, é que a Presidente Dilma não irá desonerar o setor. No entanto, no mês passado, oferecemos ao Governo Federal algumas propostas técnicas que podem ser assim sintetizadas:
Todas essas medidas, em nossa opinião, ajudariam muito nosso segmento e poderíamos voltar a ser competitivos. A Indústria já sente os reflexos socioeconômicos, com mais de 40 delas sem moer este ano (estão com atividades encerradas) e outras 50 quase parando. Isto significa que 25% do parque industrial está mal financeiramente.
Somos 80.000 produtores independentes no País e estamos sofrendo os mesmos efeitos da política econômica atual. Hoje, temos quase 10.000 produtores que nem sequer receberam pela cana entregue na Indústria nas últimas safras.
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Nosso combustível limpo e renovável, que já atingiu o patamar de 2ª fonte de energia do País, está fadado a acabar, se não houver mudanças rápidas e pontuais nas Políticas Públicas do Governo Federal.