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| O governador Beto Richa lamentou a morte de Oscar Niemeyer |
Curitiba
Agência Estado
O governador Beto Richa lamentou a morte de Oscar Niemeyer, ocorrida na noite de quarta-feira (05/12), no Rio de Janeiro. Richa também determinou luto oficial de três dias no Estado pelo falecimento do arquiteto.“Oscar Niemeyer foi a expressão mais genial da arquitetura brasileira e um homem sensível, que usou seu talento para engrandecer a humanidade. A obra de Niemeyer tem a exata dimensão da sua genialidade. Saúdo a vida e a grande contribuição que ele deu ao Brasil e ao mundo”, disse.
Niemeyer é autor do projeto arquitetônico do chamado “museu do olho”, em Curitiba, que leva o nome dele. O espaço é considerado um dos 20 museus mais bonitos do mundo e acaba de completar 10 anos de existência
Imprensa internacional destaca morte do "poeta da curva"
Do UOL, em São Paulo

A morte do "poeta da curva", como o jornal espanhol "El País" se referiu ao arquiteto Oscar Niemeyer, foi notícia em diversos jornais e portais de notícias internacionais nesta quarta-feira (5).
De acordo com o "El País", Niemeyer foi "o último sobrevivente dos grandes mestres da arquitetura do século 20, o poeta da curva, o pensador multifacetado que encantou o mundo com a sinuosidade e a beleza estética de sua obra".
O portal americano "The Huffington Post" atribuiu a ele a construção de Brasília, "ao projetar a maioria dos edifícios mais importantes da capital federal". Ainda segundo o jornal , Niemeyer "recriou em concreto armado as curvas sensuais do Brasil".
O "The Wall Street Journal" lembrou que o arquiteto projetou o prédio da sede da ONU (Organização das Nações Unidas), em Nova York (EUA). De acordo com o jornal, "Niemeyer se tornou um dos mais importantes arquitetos do século 20, acrescentando ao modernismo a sensibilidade tropical do Brasil".
De acordo com o jornal americano "The New York Times", Oscar Niemeyer injetou uma nova sensualidade no modernismo e arrebatou a imaginação de gerações de arquitetos por todo o mundo. "Suas formas curvas, líricas e hedonistas ajudaram a moldar uma arquitetura nacional distinta e uma identidade moderna para o Brasil que rompeu com seu passado colonial e barroco", escreveu o jornalista Nicolai Ouroussoff.
Os jornais chilenos "La Tercera" e "El Mercurio" lembram projeto de Niemeyer que causou polêmica no Chile e jamais saiu do papel. Amigo do ex-presidente Salvador Allende e do poeta Pablo Neruda, o arquiteto deu de presente o desenho de um moderno centro cultural, que seria construído no lugar de um antigo presídio, no Porto de Valparaiso. Mas os moradores da cidade rejeitaram a proposta: era futurista demais para o lugar. Preferiram preservar o patrimônio histórico do edifício, construído em 1890, e Niemeyer recusava-se a modificar seus esboços originais. Os dois jornais destacam o legado do arquiteto de Brasilia.
De acordo com o argentino "Clarín", Niemeyer foi uma das referências mais emblemáticas da arquitetura moderna latino-americana do século passado e "um homem que sempre se deixou levar por suas ideias e suas convicções".
O diário argentino La Nación também destacou a morte e afirmou que "o Brasil e o mundo da arquitetura estão de luto". O jornal observa que Niemeyer é "considerado, junto a Frank Lloyd Wright, Miles van der Rohe, Le Corbusier e Alvar Aalto, uma das figuras mais influentes da arquitetura moderna e internacional".
No Paraguai, o jornal "ABC" Color também deu a notícia em primeira página, lembrando que o arquiteto, de 104 anos, ?trabalhou até o último momento?.
A revista alemã "Der Spiegel" se refere a Niemeyer como a estrela da arquitetura brasileira, "autor de elegantes estruturas de concreto que parecem desafiar a gravidade".
"Morre o arquiteto estrela Oscar Niemeyer", afirma o diário alemão "Frankfurter Allgemeine" em sua edição online nesta quinta-feira. Outro jornal alemão, "Süddeutsche Zeitung", anuncia em sua primeira página: "O último gigante da arquitetura moderna".
"O arquiteto Oscar Niemeyer parecia capaz de desafiar a gravidade. Ele apoiava enormes blocos de apartamentos em pilares que pareciam tão finos e graciosos quanto as pernas de uma mulher. Os caminhos curvilíneos seguem pelo piso como a conectar uma nuvem a outra. Os corrimãos são desnecessários", diz a publicação alemã.
O jornal britânico "The Guardian" lembrou que, embora muitos críticos tenham classificado como inferiores os trabalhos mais recentes de Niemeyer, "não restam dúvidas que sua reputação como um dos grandes arquitetos do século 20 vai resistir".
MON terá entrada gratuita até sábado, em homenagem a Oscar Niemeyer
AENotícias/Foto: Carlos Renato Fernandes/Divulgação MON

O Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba, terá entrada gratuita até sábado (8), em homenagem ao consagrado arquiteto, que faleceu na noite desta quarta-feira (05), no Rio de Janeiro, aos 104 anos. O prédio que abriga o museu (Edificio Presidente Humberto Castelo Branco) foi projetado por Niemeyer em 1967 e inaugurado em 1978, no bairro Centro Cívico.Em 2001, a administração estadual decidiu transformar o prédio, que abrigava várias secretarias de Estado, em museu. Após várias adaptações e a construção de um anexo, conhecido como Olho, projetados pelo arquiteto e sua equipe, a cidade ganhou um dos mais belos museus do mundo.
O projeto do Museu Oscar Niemeyer combina linhas retas e curvas, concreto e áreas verdes, o neutro e o colorido. “Não é o ângulo reto que me atrai nem a linha reta, dura, inflexível, criada pelo homem. O que me atrai é a curva livre e sensual, a curva que encontro nas montanhas do meu país, no curso sinuoso dos seus rios, nas ondas do mar, no corpo da mulher preferida. De curvas é feito todo o universo, o universo curvo de Einstein”, dizia o arquiteto.
Para ele, a arquitetura deve ser pensada como invenção, o que sempre fez com que seus projetos despertassem admiração. “A vida é mais importante que a arquitetura”, ensinava.
| “Ele era o artista da forma, mas acima de tudo um humanista. O MON é um grande legado que ele nos deixa e temos orgulho de poder manter viva a sua trajetória e de outros grandes artistas como ele”, diz Estela Sandrini, diretora do Museu Oscar Niemeyer. |
A arquitetura, para Niemeyer, se torna obra de arte quando causa espanto e emoção, e isso ele conseguiu com seus inúmeros e importantes projetos espalhados por várias cidades do país, como o MON. “Só podemos celebrar a sua genialidade, a forma como ele conseguia dar vida ao concreto e imaginar o que para nós era impossível. É uma grande honra ter uma parte dessa genialidade tão perto e tão acessível. O MON é um grande exemplar da arquitetura moderna e ousada de Oscar Niemeyer. Ele fará uma falta imensa”, diz o secretário de Estado da Cultura, Paulino Viapiana.
“Ele era o artista da forma, mas acima de tudo um humanista. O MON é um grande legado que ele nos deixa e temos orgulho de poder manter viva a sua trajetória e de outros grandes artistas como ele”, diz Estela Sandrini, diretora do Museu Oscar Niemeyer.
Nesta quinta-feira (06) – como acontece toda primeira quinta-feira do mês –, o Museu Oscar Niemeyer ficará aberto das 10 até as 20 horas. A programação do dia inclui a abertura da mostra “Di Cavalcanti, Brasil e Modernismo”, lançamento do making of “Múltiplo Leminski” e visita mediada com Estrela Leminski à exposição que revela peculiaridades de seu pai, o artista Paulo Leminski