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Remédios promissores contra o coronavírus são testados pela OMS

Entidade anuncia esforço global para avaliar combinações de tratamentos contra a Covid-19. Mas não é pra correr atrás deles, sob risco de afetar a saúde!

24/03/2020 16h40
Por: Carlos Roberto Francisquini
Fonte: Chloé Pinheiro -
Uma série de remédios está sendo testada para o novo coronavírus. Mas isso não justifica buscá-los na farmácia. (Foto: Dercilio/SAÚDE é Vital)
Uma série de remédios está sendo testada para o novo coronavírus. Mas isso não justifica buscá-los na farmácia. (Foto: Dercilio/SAÚDE é Vital)

A hidroxicloroquina, remédio contra malária e doenças autoimunes, ganhou fama na última semana por seu suposto potencial para combater o novo coronavírus (Sars-Cov-2). Isso inclusive fez muita gente, de maneira irresponsável, buscar o medicamento, o que terminou em desabastecimento nas farmácias. Mas fármacos normalmente usados contra HIV, ebola, hepatite C e outras condições também estão sendo estudados como possíveis tratamentos da Covid-19.

Testar princípios ativos aprovados para outras doenças é uma maneira mais rápida de encontrar uma solução para o novo vírus. Ora, eles já são produzidos e tiveram sua segurança comprovada em estudos clínicos robustos antes de serem liberados pelas agências regulatórias. A dúvida é se teriam eficácia diante do agente infeccioso por trás dessa pandemia atual e, se sim, qual a dosagem adequada para esse fim. No mundo, uma série de estudos vem sendo feitos nesse sentido, com diferentes moléculas.

Por isso, a Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou uma pesquisa global chamada de SOLIDARITY (solidariedade, em inglês). O objetivo é testar, em milhares de pacientes, quatro terapias promissoras contra a Covid-19.

Abaixo, explicamos mais sobre cada uma. Porém, vale reforçar que os benefícios precisam ser comprovados por experimentos maiores e bem controlados. Até o momento, não existem medicações indicadas para o novo coronavírus.

Ou seja, nada de buscar essas e outras opções por conta própria. Esses remédios podem acarretar efeitos colaterais sérios e já são utilizados por milhares de pessoas que precisam de verdade deles. No mais, não há qualquer evidência de que atuem de maneira preventiva — ou seja, impedindo a infecção.

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