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SAÚDE DOS OLHOS

Ametropias oculares (“grau dos óculos”)

Chamamos de emetropia a condição em que a luz que chega à retina, proporciona uma imagem nítida, resultando numa visão normal

Dr. José Francisco Haggi

Dr. José Francisco HaggiMédico oftalmologista. Graduado em medicina pela Universidade Estadual Paulista – UNESP Especialista em oftalmologia pelo Hospital de Olhos do Paraná. Título de especialista em oftalmologia pelo Conselho Brasileiro de Oftalmologia Fellowship em retina clínica e cirúrgica pelo Hospital de Olhos do Paraná Atua nas áreas de retina, vítreo e catarata. Membro do corpo clínico do Hospital de Olhos Norte Pioneiro.

29/04/2020 16h20
Por: Carlos Roberto Francisquini
Fonte: Dr. José Francisco Haggi

Em situação normal, a luz que provém dos objetos entra no olho através da córnea, atravessa os meios transparentes do olho e chega à retina.

A córnea e o cristalino atuam como lentes, focalizando a luz sobre a retina. As células especializadas da retina transformam o estímulo luminoso em impulso nervoso, que é transmitido ao cérebro. O cérebro interpreta esses sinais, dando-se então o sentido da visão.

Chamamos de emetropia a condição em que a luz que chega à retina, proporciona uma imagem nítida, resultando numa visão normal.

Para ter uma visão normal, entretanto, um grande número de pessoas necessita do uso de óculos. Esta é a forma habitual de compensar os defeitos da visão, que incluem a miopia, a hipermetropia, o astigmatismo e a presbiopia. Os defeitos de visão ou ametropias, não devem ser entendidos como doenças, pois decorrem apenas da focalização inadequada da luz que chega à retina.

Na miopia, o olho é habitualmente maior que o normal. Assim, a focalização da imagem não se dá na retina, mas antes dela. Isso resulta numa visão ruim para longe, mas ainda boa para perto.

A miopia geralmente surge na infância ou na segunda década de vida, progredindo durante o crescimento da criança e estabilizando-se por volta dos 20 anos de idade.

Na hipermetropia, o olho é menor do que o normal. Assim a imagem dos objetos deveria se formar depois da retina. A dificuldade de visão é principalmente para perto, para leitura. Entretanto, quando em grau elevado, a hipermetropia pode ocasionar também diminuição da visão para longe.

Em graus pequenos, a hipermetropia pode ser assintomática. Em graus maiores, pode causar cansaço ocular e dor de cabeça, principalmente no fim do dia, após esforço visual prolongado (TV, leitura, computador, etc).

No astigmatismo, a córnea se comporta como se existissem duas lentes na sua superfície. Por não apresentar uma superfície regular, a diferença de curvatura entre eixos perpendiculares dá origem a dois focos distintos, resultando numa visão desfocada. A visão pode estar dificultada para longe e para perto. O astigmatismo pode vir acompanhado de miopia ou hipermetropia.

O astigmatismo geralmente causa dor ocular e dor de cabeça. É causa freqüente de fotofobia ou intolerância à luz.

Na receita de óculos o astigmatismo corresponde ao cilindro, cujo grau vem acompanhado do eixo a ser corrigido.

A presbiopia, conhecida como vista cansada, é a dificuldade na visão de perto que geralmente surge após os 40 anos de idade. O cristalino, a lente do olho, tem a sua elasticidade diminuída, e o músculo responsável pela acomodação torna-se mais frágil. Resulta daí uma maior dificuldade na mudança do foco da visão de longe para a visão de perto. A presbiopia é um processo relacionado ao envelhecimento.

Independente da ametropia existente, a correção pode ser realizada através do uso de óculos, lente de contato, bem como procedimentos cirúrgicos. O objetivo principal é sempre buscar a melhor visão possível ao paciente, deste modo a consulta oftalmológica de rotina é fundamental a todas as pessoas em todas as fases da vida.

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