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SAÚDE & BEM ESTAR Comportamentos

Medo da Covid-19 e isolamento social podem estimular comportamento agressivo

Conflitos por assuntos relacionados à pandemia têm se tornado comuns em locais públicos

25/05/2020 14h48
Por: Nathália Bonhole Fonte: Camila Tsubauchi
Discussões e brigas em locais públicos estão se tornando cada vez mais comuns iStock
Discussões e brigas em locais públicos estão se tornando cada vez mais comuns iStock

As notícias sobre discussões – e até mesmo brigas com violência física – no transporte coletivo, nos supermercados e no trânsito têm se tornado cada vez mais frequentes. Os motivos são variados: política, o uso incorreto ou a falta do uso de máscaras, o desrespeito às regras de distanciamento, a realização de festas e churrascos durante a quarentena, entre outros. Segundo a psicóloga credenciada da Paraná Clínicas, Priscila Ribas, nesses casos, “o medo da atual situação imposta pela pandemia pode ser sim um dos fatores desencadeantes do comportamento agressivo devido ao elevado nível de estresse”.

O isolamento social por si só já tem mexido bastante com os níveis de estresse e o equilíbrio psicológico e emocional dos brasileiros. Quando somamos a essa equação o desencontro de informações sobre a pandemia do novo coronavírus, as incertezas econômicas e o medo da doença, o impacto na saúde mental é ainda maior. “A mudança na rotina da população pode ser traumatizante, podendo gerar um adoecimento psicológico com quadros de transtorno de estresse pós-traumático, depressão, além de problemas emocionais como humor rebaixado, insônia, raiva, exaustão emocional e irritabilidade”, aponta a psicóloga.

 

Tratamento

Antes de iniciar qualquer intervenção médica ou terapêutica, é preciso verificar o tipo e a origem da agressividade. “Às vezes, ela é transitória, geralmente com o intuito de ‘resolver’ algum conflito interpessoal”, como no caso das discussões que têm ocorrido em locais públicos, como os supermercados e ônibus. Para que isso não acabe resultando em consequências maiores, a recomendação é tentar evitar situações que possam gerar ansiedade ou se transformar em gatilho para conflitos.

Por outro lado, os episódios de violência, quando recorrentes, podem indicar a existência de uma doença e devem ser avaliados por um profissional. “O psiquiatra ou o psicólogo precisa investigar o histórico de vida do paciente, se conviveu em um ambiente agressivo na primeira infância, se existiu um comportamento delinquente na adolescência ou vida adulta, ou até mesmo se existe um Transtorno Opositor Desafiador (TOD)”, completa a psicóloga da Paraná Clínicas.

 

Sobre a Paraná Clínicas

Com 50 anos de atuação no mercado, a Paraná Clínicas é referência em planos empresariais. Tem a missão de cuidar da saúde, atendendo com excelência empresas e pessoas, oferecendo como diferencial os programas de saúde preventiva. Com uma infraestrutura moderna e planejada em uma rede interligada, a Paraná Clínicas conta com sete unidades próprias, chamadas de Centro Integrado de Medicina: CIM Água Verde; CIM Araucária; CIM CIC -24h; CIM Fazenda Rio Grande; CIM Rio Branco do Sul; CIM São José dos Pinhais; CIM Unidade Infantil - 24h (ao lado do Hospital Santa Cruz) e Hospital Dia (anexo ao CIM Água Verde), projetado para oferecer o que existe de mais moderno em procedimentos eletivos, permitindo  que os pacientes tenham alta no mesmo dia. Mais informações em www.paranaclinicas.com.br.  

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