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VÍDEO ALERTA SOBRE VIOLÊNCIA CONTRA MULHER DURANTE PANDEMIA

A proposta do vídeo produzido por oito profissionais da Secretaria de Estado da Saúde da Atenção Primária da 3ª Regional de Ponta Grossa é alertar a mulher neste momento em que o isolamento social é uma das principais medidas de prevenção contra a Covid-19 e, ao mesmo tempo, apontado como um dos fatores de aumento de casos de violência

Por: Fonte: AEN
21/08/2020 às 14h16 Atualizada em 24/08/2020 às 14h45
VÍDEO ALERTA SOBRE VIOLÊNCIA CONTRA MULHER DURANTE PANDEMIA
“Os serviços de saúde têm a responsabilidade compartilhada de protegê-los de qualquer tipo de violência, abuso, exploração e negligência”, disse

Oito profissionais da Secretaria de Estado da Saúde, que atuam na Atenção Primária da 3ª Regional de Ponta Grossa, produziram um vídeo informativo e de apoio às mulheres vítimas de violência.

Segundo a assistente social Luciana Querino, violência contra a mulher é uma questão de relevância em saúde pública, que sofre agravamentos e aumento no número de casos neste período de pandemia.

Ela explicou que a proposta do vídeo é alertar a mulher neste momento em que o isolamento social é uma das principais medidas de prevenção contra a Covid-19 e, ao mesmo tempo, apontado como um dos fatores de aumento de casos de violência.

“Consideramos que o distanciamento, tão fundamental durante a pandemia, não pode servir de desculpa para atos de violência nos ambientes domésticos e de trabalho”, afirma Luciana Querino.

VÍDEO – O vídeo informa os canais de apoio nas situações de violência, como os números de telefone 190, da Polícia Militar; 180, do Serviço de Violência contra a Mulher; o 100, para registro de casos de violências contra crianças, adolescentes e idosos; o contato via aplicativo da Defensoria Pública do Paraná, que é o https://t.me/nudempr; e o número 188 do Centro de Valorização da Vida.

O vídeo foi gravado sem áudio para que possa ser acessado a qualquer momento.

“Nosso principal objetivo é dizer às mulheres vítimas de agressão que elas não estão sozinhas; que existem canais de denúncia e de auxílio; que é preciso consolidar esta rede para que as mulheres alertem outras mulheres e assim todas se apoiem”, ressaltou Luciana Querino.

“A iniciativa das profissionais é um exemplo de cidadania”, disse Beto Preto, o secretário estadual da Saúde.

Segundo ele, o Governo do Estado aderiu recentemente à Campanha Nacional Sinal Vermelho para o enfrentamento da violência doméstica e a Secretaria da Saúde está atenta nesta questão, que também reflete em desequilíbrios em todas as esferas da sociedade, econômica, emocional e familiar.

PANORAMA – No Paraná, em 2019, das 40.797 notificações de violência interpessoal e autoprovocada registradas, 76,3% ocorreram na residência, sendo que 68,4% foram praticadas contra mulheres.

Segundo dados da Secretaria referentes à notificação de violência interpessoal e autoprovocada, no período de janeiro a maio de 2020 houve predomínio da violência física (48,8%) praticada contra mulheres, seguida pela violência psicológica/moral (26%), negligência/abandono (14%), e violência sexual (13%). Os dados são preliminares e sujeitos a alterações.

A diretora de Atenção e Vigilância em Saúde da Secretaria, Maria Goretti David Lopes, diz que, no contexto da pandemia da Covid-19, em algumas situações o isolamento social pode contribuir para este cenário, em especial acerca da violência doméstica contra mulheres, idosos, crianças e adolescentes.

“Os serviços de saúde têm a responsabilidade compartilhada de protegê-los de qualquer tipo de violência, abuso, exploração e negligência”, disse.

ESTRATÉGIAS – A Secretaria da Saúde desenvolve estratégias prioritárias, com foco na atenção integral às pessoas em situação de violência, bem como garantia de acesso, a fim de reduzir os impactos que possam ocorrer considerando o atual contexto de pandemia no Paraná, Brasil e mundo.

A Divisão de Promoção da Cultura de Paz e Ações Intersetoriais é responsável pelo planejamento, coordenação, implantação e implementação de políticas públicas de saúde para a redução da morbimortalidade por violências e acidentes, através da descentralização das ações, por meio das 22 Regionais de Saúde e municípios de abrangência.

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