
A contadora de histórias, Fernanda Munhão, será um dos destaques no Encontro Internacional de Narração Oral, que acontece em Porto - Portugal, nos dias 26 a 28 de julho.O evento reúne contadores de histórias da Espanha, Brasil e Portugal. No dia 25, Munhão ainda coordenará uma oficina de contação de histórias aliada à dobradura, ao desenho e ao barbante, que é voltada para contadores de histórias, estudantes e pedagogos. “Estou muito feliz com essa oportunidade, pois conhecerei trabalhos de vários artistas, além de divulgar o meu próprio trabalho e levar um pouquinho da nossa cultura através dos costumes e das histórias do nosso povo.”Além da contadora, mais dois representantes brasileiros se apresentarão no palco do Ateneu Comercial do Porto: a escritora pernambucana Lenice Gomes e o instrumentista e ator Cristiano Gouveia que faz parte do elenco do programa infantil Quintal da Cultura, veiculado na TV Cultura e TV Ra Tim Bum.O evento é coordenado pela atriz, produtora cultural e contadora de histórias Clara Haddad, uma brasileira que mora em Portugal e é fundadora da Escola de Narração Oral Itinerante.Maiores informações sobre o encontro estão no site www.umportodecontos.com.
A contadora de histórias
Formada em jornalismo, letras e pedagogia, com mestrado em Literatura, Fernanda Munhão é integrante da Red Internacional de Cuentacuentos – uma rede que reúne 1061 contadores de histórias de 48 países. No Brasil são cadastrados 138 contadores de histórias.Em sua trajetória, Munhão participou de muitos festivais, entre eles o IV Festival de Contadores de Histórias de Porto Alegre (2011) e I Festival Nacional de Contadores de Histórias de Cuiabá – MT (2012). Em Cambará, Fernanda Munhão atuou durante dois anos como a Fada da Natureza no espaço CEMEA da prefeitura municipal. Atualmente, faz parte do projeto do Instituto Bourbon de Responsabilidade Socioambiental na escola municipal Caetano Vezozzo, onde conta histórias para crianças da pré-escola e 1º anos do ensino fundamental.Embora muitos acreditem que contar histórias seja uma tarefa simples, enganam-se. Tornar-se um profissional é uma prática complexa que exige estudo e gosto pelo que faz. É preciso ter um repertório literário, compreender as diferentes faixas etárias e ter sensibilidade para escolher a história certa para cada público. “Me orgulho dessa profissão, pois trabalhamos com a arte através das histórias de modo prazeroso e reflexivo. As histórias não servem para nada e é por isso que elas servem para tudo. Medo, alegria, angústias, idealização. O papel do contador é levar as histórias às pessoas para que elas se sintam tocadas. A escolha vai depender do público que se pretende atingir.” Para conhecer o trabalho da contadora ourinhense, acessem www.fernandamunhao.com.br.