

Cambará
C.Roberto Francisquini
Aos oito de idade, Felipe Ventura decidiu levar todas as suas economias – 75 reais! – até um estúdio de televisão, para ajudar na construção de um hospital para as crianças da AACD. Na emissora de Silvio Santos, o então menino Felipe, deu início ao projeto que mudou a sua vida, a vida da própria instituição (AACD) e a de muitas crianças especiais espalhadas pelo Brasil.
Atendendo ao pedido especial de Manoela dos Anjos, filha de Graziella e Ricardo dos Anjos, o jovem aportou em Cambará, trazendo consigo um elo aberto de sua longa corrente do bem.
Felipe está na companhia de seus pais, Deborah e Francisco Ventura, dois entusiastas que viajam pelo país ajudando na divulgação do projeto do filho e da própria AACD.
O trio fica na cidade até sábado próximo.
Na tarde desta quinta-feira, (15), eles palestraram para crianças e jovens cambaraenses que lotaram o Espaço Cultural Nilza Furlan, para vê-los. Com palavras firmes e cheias de entusiasmos, transmitiram o sentimento de solidariedade e amor ao próximo.
O trio foi recebido pela Primeira Dama Edilaine Polizel Olivato, que se emocionou ao falar sobre o assunto. Edilaine estava com a filha Laura ao colo. A menina também é atendida pela AACD. A cena comoveu os presentes.
Para o interessado em se tornar um dos elos que compõe a Corrente do Bem, não basta apenas fazer a doação, é preciso deixar de lado o preconceito e respeitar ser humano do jeito que ele é.
"O objetivo principal do projeto é disseminar o olhar solidário e o amor ao próximo, fazendo com que a inclusão social se torne algo rotineiro e não algo que precisamos lembrar de fazer. Estou adorando Cambará e as pessoas deste lugar. A receptividade das crianças foi incrível!” contou Felipe ao Circulandoaqui.
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| Primeira Dama Edilaine Polizel Olivato, com a filha Laura, se emocionou ao falar sobre o assunto |
A Secretária Municipal de Educação Franciele Axman Duarte, disse que cada criança presente na palestra, levaria um cofrinho para casa para que se depositem as moedinhas e que após um mês, os cofrinhos devem retornar para as escolas e posteriormente serão encaminhados a sede da AACD em São Paulo. A Secretária lembrou que não há a necessidade de se encher o cofrinho, e tão pouco que seja obrigatório fazer a doação. A Corrente do Bem segue nesta sexta-feira, às 15 horas, no Espaço Cultural Nilza Furlan de Cambará, aberto ao público para todas as idades.