

Cambará
C.Roberto Francisquini
Obturador, flash, diafragma, enquadramento, profundidade de campo, luz... é isso, luz!
Profissional ou amador, não importa, o que interessa mesmo é uma câmera na mão, uma ideia na cabeça e luz. Pronto, o instante mágico ficou eternizado para sempre.
Atrás de cada fotografia uma simetria de impressões sutis e um modo diferenciado de enxergar a vida com leveza.
O fotógrafo tem a petulância de dar contornos vivos a ambientes mortos e por um milésimo de segundo assume o dom da divindade ao paralisar o tempo em pequenas imagens geralmente guardadas em álbuns de família, como um tesouro.
O fotógrafo é um contador de histórias. A história da vida da gente.
Hoje, dia do Fotógrafo, rendemos nossas homenagens a ícones da fotografia cambaraense: Jorge Shimada e Adriane Santos. Claro que existem outros profissionais na cidade com a mesma envergadura, porém, Shimada e Adriane, representam os extremos entre a experiência e a juventude.
Shimada é da velha guarda, dos tempos dos rolos de filme e dos quartos escuros da revelação manual, enquanto Adriane representa a vanguarda, o vislumbrar de um mundo que se revela literalmente digital.

O enquadramento é o que os difere, mas aí, é cada um ao seu estilo e estilo é peculiar.
Aos outros fotógrafos, profissionais ou amadores, sintam-se fotografados...
"A única diferença de um poeta e um fotógrafo é a maneira
que eles escrevem, um com caneta e papel e o outro
com câmera e a luz." - Arthur Manson