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Uma cidade Marcada pela Realeza

Carlos Roberto Francisquini
Por: Carlos Roberto Francisquini
23/06/2015 às 20h23 Atualizada em 23/06/2015 às 20h35
Uma cidade Marcada pela Realeza

Cambará

Carlos Gnaspini*


 

No dia 31/03/1.931, pisou em Cambará, mais exatamente na fazenda “Água do Bugre” o príncipe de Gales, futuro Rei Eduardo VIII.  Sim, aquele mesmo que fugiu às regras da monarquia do seu país e por isso teve que abdicar o direito ao trono inglês.

 

           

O príncipe liderava uma comitiva do mais alto gabarito do mundo: Lord Lovat, Sir Arthur Thomas e Lord Montagu, este último, nada mais era que o chefe do tesouro britânico. O príncipe inglês encabeçava essa equipe porque, a convite do Major Barbosa, um importante fazendeiro de Cambará e grande produtor de café da época e que havia trazido os trilhos da estrada de ferro de Ourinho (SP) até à sua fazenda aqui em Cambará e que aqui estava estacionada a seu exclusivo serviço e aguardava quem a esticasse para frente. Aquele ramal ferroviário representava o progresso de toda a região e aguardava quem tivesse a coragem e a ousadia de esticá-la para o interior das matas do Norte do Paraná. O resultado, todos conhecem...     

 

            Os ingleses, calculistas que são, não pensaram duas vezes e assumiram a estrada de ferro formando a Brazil Plantations Syndicat Limited e que depois passou a chamar-se Companhia Melhoramentos Norte do Paraná.

 

            Tudo o que aconteceu com o Norte do Paraná não foi surpresa para o Major Barbosa.  Ele sabia que tudo isso ia acontecer, era um visionário, um homem a frente de seu tempo.

                                    Muito bem


 

 

            No dia 24/09/2003 pisou em Cambará, oriundo da cidade de São Paulo o não menos importante, nosso Príncipe Dom Bertrand de Orléans e Bragança, sucessor ao trono brasileiro no regime monárquico. Essa importante visita a Cambará, não visava negócios e sim, afetos. Num gesto nobre, nosso príncipe aqui veio para confortar os familiares do senhor Antônio Francisquini, antigo pecuarista do nosso município, que havia falecido naquele dia. Por falar do senhor Antônio, é bom frisar que ele era um homem simples e pontuou sua vida com base em princípios éticos, familiares e religiosos. Patriarca de uma família numerosa, inclusive foi avô/pai do editor deste jornal.

 

                Dom Bertrand, naquela época era membro ativo da TFP – Tradição Família e Propriedade, instituição na qual faziam parte os seus fieis escudeiros, os cambaraenses Hélio Brambila e o Pe. David Francisquini, este último, filho do Senhor Antônio.

 

            E, para finalizar, a Rainha Sílvia da Suécia, em suas viagens particulares ao Brasil, não deixa de visitar Cambará, onde costuma passar férias em propriedade rural de sua família no nosso município.

            Cambará sendo uma cidade pequena, mas curiosamente, marcada pela Realeza.

 

 

Carlos Gnaspini é autor da coluna MEMÓRIAS publicada mensalmente na edição impressa do Circulandoaqui


 


 

 

 


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