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| A Guerra do Paraguai foi o maior conflito armado internacional ocorrido na América do Sul no século 19. Rivalidades platinas e a formação de Estados nacionais deflagraram o confronto, que destruiu a economia e a população paraguaias. É também chamada Guerra da Tríplice Aliança (Guerra de la Triple Alianza) na Argentina e Uruguai e de Guerra Grande, no Paraguai.
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Da redação
Carlos Gnaspini*
Li com muito interesse a história retratada pelo competente e estudioso conterrâneo Ercílio Alberto, em nosso jornal “Circulando”, na coluna “Pensando com os meus botões” em que trata das diferenças entre “O Imperador e o Mariscal”.
Particularmente não conheço os Estados Unidos. Não conheço a Europa. Fora do Brasil somente fui três vezes a Assunção e, em outras viagens ao exterior, fui três vezes na região de Bela Vista, ambas no Paraguai, local de sangrentas batalhas a que alude a coluna. E é naquela região onde o Brasil é separado do Paraguai pelo Rio Apa. Pesquei nesse rio em vários pontos e vi as marcas dos canhões de Caxias. Construções suntuosas da época, hoje transformadas em ruínas.
Em Assunção, numa viagem a passeio, com minha esposa Maria Helena mais o Desembargador Doutor Nestor Duarte e sua esposa, Dona Regina, visitamos todos os locais importantes relacionados com aquela guerra, inclusive o Panteão dos heróis do Paraguai, onde são cultuados os heróis paraguaios e como não poderia faltar, seu comandante maior Francisco Solano Lopes, que tinha formação europeia e frequentou as escolas parisienses. Não era um “bugre”. Seus restos ali repousam, guardados pelo exército paraguaio num revezamento permanente. Tudo ali é praticado com cerimônia formal. O traje de gala da guarda é de se notar e o esmero nos ritos militares são executados com perfeição. Até parece que Lopes está escondido em algum lugar dali, tudo conferindo e se algum soldado cometer um passo errado, seu comandante não o perdoará e irá puni-lo severamente.
As trocas da guarda são dignas de fotos pelos turistas.
Notei que o povo paraguaio tem verdadeira veneração pelo seu herói maior.
E não é para venerar?
Analisando a história, vemos que Caxias foi morrer no leito de um hospital no Rio de Janeiro. Conde D’Eu, foi mais longe, foi morrer no leito de um hospital da Europa. Francisco Solano Lopes, não. Morreu, defendendo sua pátria. Na batalha derradeira, mesmo vendo a desproporção, não pensou. Assumiu a liderança da batalha e foi morrer na ponta da lança de um soldado brasileiro, o Chico Diabo.
Três contra um ...Pode???
| *Carlos Gnaspini é autor da coluna MEMÓRIAS publicada mensalmente na edição impressa do Circulandoaqui
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