

Da redação
Por Maristela Misquevis
Sinopse portal caneca
Depois do sucesso de A Culpa é das Estrelas, mais um livro de John Green foi parar nas telas de cinema, Cidades de papel, uma trama com uma bilheteria generosa, sustentada em grande parte pela força dos fãs do autor. O filme traz mais vida para a história, tornando-a ainda mais bonita.
Autor e ator estiveram no Brasil quando o filme estreou aqui. Escritor disse que considera os leitores brasileiros um dos mais apaixonados do mundo. E alertou sobre as mudanças do enredo do filme, quando comparado ao filme. Talvez, o grande trunfo de Cidades de Papel nas telas, ao alterar a história, inserindo cenas e dando um desfecho mais digno ao personagem principal da trama, fez o próprio John Green declarar que “algumas coisas ficaram até melhores que no livro”.

Um garoto nerd se apaixona pela garota mais popular do colégio. Mais um filme clichê adolescente, certo? Errado. É inegável que John Green fala com (e sobre) os jovens atuais como ninguém. Com o sucesso de A Culpa é das Estrelas, adaptação ao cinema de mais uma de suas obras era muito esperada. A escolhida, Cidades de papel, mostra mais uma vez a competência do escritor em mostrar a força e os laços dos relacionamentos juvenis.
Quentin, um jovem introvertido, mora ao lado de sua musa Margo. Apesar de terem sido próximos na infância, eles crescem, seguem caminhos diferentes e passam a viver cada um em seu universo. Um dia, a garota resolve colocar um plano de vingança em prática e convoca Q (apelido de quando eram crianças) para uma noite de aventuras em Orlando. Passar uma madrugada inteira com a misteriosa Margo, arriscando sua costumeira calmaria fazendo compras espalhafatosas, enrolando carros em papel filme, “depilando” sobrancelhas de valentões… Quentin mal podia esperar para aproveitar sua nova vida no dia seguinte.
Eis que a garota misteriosa some, e vira o grande mistério da trama. Aqui, entram em ação seus amigos e se inicia o plano para encontrar Margo. Surge também a maior preciosidade do longa: a amizade e a jornada de autoconhecimento durante a busca pela garota desaparecida. As cenas entre os amigos são mesmo o destaque do filme.
Cidades de Papel cumpre o que promete para os leitores mais fervorosos, para quem se interessou pelos trailers ou para os namorados desavisados que acompanharão as namoradas ao cinema. É um longa despretensioso, que retrata este período de descobertas e os amores platônicos que todos temos (ou teremos) na vida. O filme fala diretamente com os mais novos, mas, para aqueles que já passaram desta fase, nos faz revisitar estes anos com saudade. Vale conferir!