

A ideia não é exatamente nova, foi lançada em 2012, mas na última semana os cientistas deram mais detalhes sobre como será feita a ação.
A missão lembra o roteiro do filme “Armageddon” (sem trilha sonora melosa, no entanto). A diferença é que, em vez de bomba atômica, os cientistas lançarão naves contra o asteroide. A vítima escolhida é um corpo batizado de 65803 Didymos -- ele é um sistema binário, no qual um asteroide menor orbita outro maior. Estes corpos rochosos não representam ameaça ao planeta.
Duas naves serão usadas na missão. A primeira delas sairá da Terra em 2020 e terá como missão apenas analisar o asteroide e monitorar os impactos. A outra atuará como kamikaze: se chocará com o corpo celeste menor, que é bem pequeno, de fato -- tem aproximadamente 160 metros de diâmetro.
“Para proteger a Terra de impactos potencialmente destrutivos, precisamos entender melhor os asteroides”, diz Patrick Michel, líder do time europeu que participa do projeto.
Colidir um artefato espacial contra um asteroide é só uma das ideias, entre várias, para proteger a Terra do apocalipse. Cientistas estudam também soluções com atração gravitacional e magnetismo.