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LES GRANDS JOURS DE BOURGOGNE

Os Grandes Dias da Borgonha consiste num evento espetacular voltado a profissionais e à imprensa e que apresenta vinhos de praticamente toda a Borgonha

Carlos Roberto Francisquini
Por: Carlos Roberto Francisquini
27/05/2016 às 08h48
LES GRANDS JOURS DE BOURGOGNE

Da redação 

Guilherme Lopes Mair


 

 

“Vai ser como uma criança na Disneylândia”, disse um grande amigo - sabedor de minha predileção pelos vinhos borgonheses, quando  soube que recebi o convite para participar de um evento na França, mais especificamente na Borgonha. E, agora, depois de ter participado, posso dizer que a comparação foi muito feliz.

 

Realizado a cada dois anos, o “Les Grands Jours de Bourgogne” (Os Grandes Dias da Borgonha) consiste num evento espetacular voltado a profissionais e à imprensa e que apresenta vinhos de praticamente toda a Borgonha. Ele ocorre a cada dois anos, desde 1992. Neste ano, foram mais de 1000 expositores, com cerca de 10 mil diferentes rótulos. A primeira pergunta que costuma surgir é: “Provou todos?”. Naturalmente, isso seria impossível, uma vez que são apenas 5 dias de evento. Mesmo que você cuspa o tempo todo (não há como ser diferente), é impraticável. Ainda assim, você acaba por provar um número muito expressivo de rótulos, sendo o ideal que tenha foco no que mais lhe interessa.

 

O evento teve duas sedes: no primeiro dia, em Chablis. Os demais, foram em Beaune ou em cidades bem próximas. No total, foram 14 eventos em 11 lugares distintos. Cada dia foi dedicado a uma região da Borgonha: o primeiro trouxe os vinhos de Chablis e Grand Auxerrois. O segundo, os da Côte de Nuits (a joia da coroa para os tintos). O terceiro, Mâconnais. O quarto, Côte Chalonnaise. Por fim, a Côte de Beaune (o ápice para os brancos, mesmo contando com tintos espetaculares). De fato, um paraíso garantido para os apreciadores do mais cultuado produto borgonhês.

 

Mas, além dessa verdadeira maratona, ainda tive o privilégio de participar de uma degustação simplesmente fantástica, “apenas” com Clos de Vougeot, de diversos produtores, várias safras (ao todo, 19 vinhos) de 1985 a 2006.

 

Como se não fosse suficiente, fui convidado para um jantar que comemorou os 160 anos da Union des Maisons de Vins de Bourgogne.  Tal jantar foi precedido por uma degustação de nada menos que 34 Grands Crus, sendo 20 brancos e 14 tintos, todos da safra 2012. Grandes casas apresentaram vinhos suntuosos, com direito a Bâtard- Montrachet, Chambertin Clos de Bèze e Romanée-Saint-Vivant. No jantar, propriamente, foram servidos:  Chablis Grand Cru Les Clos 2010, de Louis Moreau; Chevalier-Montrachet 2009, de Bouchard Pere & Fils; Corton Renardes 2003, de Jacques Parent & Cie, com direito ao “grand finale” feito pelo Chambertin Clos de Bèze 1990, de Joseph Drouhin.

 

Foram cinco dias inesquecíveis. Uma verdadeira “Disneylândia”, como previu o meu amigo!

 

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