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EmPAUTA
Dr. Leandro Filtre Bonacin
Mais um ano se passando, e chegamos a mais um novo período. Não obstante serem apenas cronologias atribuídas pela civilização Cristã Ocidental, convencionou-se, que esta época é fecunda à reflexão e elaboração de novos planos.
Apesar do pouco tempo que atuo como colunista/opinante neste jornal, queria aqui fazer algumas reflexões sobre nosso 2016.
Sempre que me perguntam, por exemplo, se uma festa ou um show foi bom, sempre respondo que depende do ponto de vista e do espírito da pessoa ali presente, como que num jogo de futebol, este jogo foi ótimo para a equipe vencedora e péssimo pra equipe que amargou uma goleada no próprio estádio. Assim também é o ano que se passou: perda de entes queridos, nascimentos de novos habitantes do planeta, podem se contrapor em uma mesma família ou círculo de amizades às vezes até em um mesmo momento gerando uma paradoxal mistura de sentimentos.
Mas de uma forma geral, digo que 2016 foi o ano da resistência, pois afinal resistimos a muitas coisas e como fortes e perspicazes que somos, nos apresentamos aqui para mais uma jornada.
Resistimos a ataques terroristas e fanáticos, aqui no Brasil, como expectadores e prestadores de solidariedade a nossos irmãos de várias partes do mundo; resistimos a uma troca de presidente da república e a polarização do eleitorado entre “coxinhas” e “mortadelas”. Enfrentamos e ainda estamos resistindo a uma crise econômica, que ceifou da classe média a maioria dos planos empreendedores, quando pouco ao menos os adiou para o futuro. Resistimos ao ver a crise moral que vêm assolando toda classe política brasileira e causando uma inédita rixa entre as esferas de poderes que segundo nossa constituição deveriam simplesmente coexistir e se completarem. Resistimos ao ver nosso poder de compra diminuir e os preços aumentarem descaradamente sem que nossa renda houvesse alteração, ou pior, às vezes até vendo a renda se extinguir e sua pessoa fazer parte da estatística do desemprego. Enquanto isso, as tentativas de reformas, extremamente necessárias para o vislumbre da luz no fim do túnel, sofrem contínuos retalhos por parte de certos setores da sociedade que olham apenas o próprio umbigo e em outras vezes, completa desfiguração por parte de nossos legisladores que o fazem somente em prol da classe política, não atendendo aos reais anseios do povo que os elegeram.
Ainda tivemos Olimpíadas, Eleições Municipais, Tragédia da Chapecoense, etc. e de certa forma resistimos a tudo isso. Resistimos até aos intermináveis dias que o Whatsapp por ordem judicial ficou fora de serviço.
Assim, espero para 2017, não as previsões mais pessimistas que dizem que não há solução e nosso país está definitivamente fadado ao fracasso, tampouco as utopias mais ilusionistas de que tudo vai se acertar num simples “okus pokus”, espero sim, meus irmãos e irmãs cambaraenses, paranaenses enfim brasileiros; espero do fundo do coração que continuemos RESISTINDO, fazendo sempre o que o brasileiro aprendeu durante toda a sua existência, que é lutar sempre e desistir jamais, pois os frutos não são colhidos de imediato e as plantas que não forem cuidadas, sequer os produzirão.
Um excelente final de ano a todos e que Deus ilumine a mente de cada pessoa na tarefa individual de tornar o coletivo cada vez melhor!
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