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Caça ao TIRISCO é um patrimônio exclusivamente Cambaraense!

Dr. Leandro Filtre Bonacin explica

27/11/2017 14h37
Por: Carlos Roberto Francisquini
Caça ao TIRISCO é um patrimônio exclusivamente Cambaraense!

Leandro Filtre Bonacin


 

            Essa coluninha, é dirigida àqueles “born N’ raised” aqui na terrinha. Somente para as pessoas que desceram o Morro do Bergamaschi de papelão, e só na metade do caminho descobriram que o “trem” não tinha freio; que participaram das “gincanas automobilísticas” e deram cavalo de pau em plena Avenida Brasil com um fusca (sem portas evidentemente). Quem está me entendendo até aqui, provavelmente já levou muita gente pra CAÇAR TIRISCO, e se algum forasteiro que estiver lendo, já tiver ido caçar tirisco, também tenho certeza que irá compreender que eu vou dizer.


           

"A técnica de caçada é descrita “ipsis-litteris” com o material constando de vela (hoje em dia substituído pela lanterna do celular), a latinha e o pedaço de pau, além do saco para captura do animal, tudo que, salvo alguns casos de amnésia, todo Cambaraense com mais de 40 anos está cansado de saber..." Leandro Bonacin

Tenho para mim que o Tirisco, é um patrimônio exclusivamente Cambaraense, extrapolando muito, vamos considerar um patrimônio dos meios interioranos/rurais dos estados de São Paulo e Norte do Paraná, mas devido às mazelas da GLOBALIZAÇÃO, hoje fui pedir conselho pro meu tio (Costumo chamar o GOOGLE de tio), e ao falar para meu smartphone: “caça ao Tirisco” ele prontamente abriu um link que dava todo histórico, características do animal, que a exemplo daquela época se encontra entre o coelho e a perdiz, não especificando se trata-se de uma ave ou um mamífero. A técnica de caçada é descrita “ipsis-litteris” com o material constando de vela (hoje em dia substituído pela lanterna do celular), a latinha e o pedaço de pau, além do saco para captura do animal, tudo que, salvo alguns casos de amnésia, todo Cambaraense com mais de 40 anos está cansado de saber.


            Como foi o primeiro a publicar em meio reconhecido, o jornalista José Hamilton Ribeiro (aquele do Globo Rural e do Fantástico), patenteou o espécime em questão para Santa Rosa de Viterbo (por sinal um dos ramos de migração da Famiglia Bonacin) no interior de São Paulo, mas se fizermos uma pesquisa nos “assuntos correlatos” descobriremos que ele vive até em Terras de Além Mar, sendo chamado em Portugal de “GAMBOZINO”.


            Pois bem, pode-se dizer então que a nossa globalização, informatização e “internetização” acabaram pondo abaixo uma das formas mais austeras e ingênuas de promover a socialização e integração entre o “ser” interiorano e o “caipira” da cidade grande? Como sou um eterno otimista, vislumbrei aqui uma modernização na Caçada ao Tirisco, além da natural utilização de fontes de iluminação de Led, poderíamos criar um aplicativo para dirigir essa caçada, algo como um TPS (Tirisco Position System) que guiaria o caçador até um ponto sem sinal de Internet, pois quem conhece sobre caçar tirisco sabe que fica inviável fazê-lo onde a internet funciona. Se deu certo com o Pokémon Go daria certo com o “TIRISCO HUNTER” também. O problema seria driblar as atuais leis ambientais e o IBAMA, mas pelo menos do que se tem relato, jamais alguém da capital delatou para nenhuma autoridade policial que tenha saboreado um churrasco de tirisco, embora haja relatos “in off” sobre o delicioso sabor e textura da carne do animalzinho.


            A grande vantagem dos dias atuais, é que podemos postar toda a caçada nas redes sociais, chegando à capital, não somente como uma estória, mas com som e imagem. Duvidam? Então CLIQUE AQUI E VEJAM.


            Se alguém ficou com vontade de caçar tirisco, venha para Cambará, porque aqui mostramos que ser do interior não significa ser “caipira”! 

 

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