
*Homero Pavan Filho
Imagem: Reprodução de internet
Dias atrás recebi um questionamento do Facebook. Queriam saber minha opinião a respeito da ferramenta: é boa ou ruim pra humanidade? Não é a pergunta literal, foi algo assim.
Respondi que a considero boa pois não havia a opção de explicar os motivos ou tecer críticas ou sugestões. Pode ser boa ou má, dependendo do uso que se faça dela. E estou convencido de que mais gente do que eu gostaria está fazendo mau uso.
É comum nos depararmos com opiniões as mais estapafúrdias sobre qualquer assunto. O fato de ser permitido opinar não significa, ou deveria não significar, que as pessoas devam opinar sobre tudo e qualquer coisa.
| "A ferramenta, ou plataforma, não tem culpa se decidimos usá-la de maneira equivocada. |
Costumo dizer que Deus fez o pensamento sem som pra que as pessoas não soubessem todas as bobagens que pensamos. Aí veio o homem e inventou o Facebook, onde os pensamentos mais primários são expostos ao mundo. Dá uma imensa vergonha alheia.
Cito aqui o Facebook porque é a rede social mais popular, ou com maior número de usuários. A ideia de rede social foi-nos vendida como algo pra facilitar o relacionamento saudável entre as pessoas, amigos, grupos familiares, possibilitar novas amizades e ampliação dos conhecimentos por meio do compartilhamento de textos, vídeos, fotos e toda gama de trocas imagináveis.
Com o passar do tempo essas utilidades foram sendo abandonadas e o Facebook virou um comércio onde se vende de tudo. No afã de conquistar cliques e “likes”, em busca de popularidade, fomos adicionando pessoas que nem sabíamos ser reais, pois outra característica dos novos tempos é o anonimato - possível pelo cadastramento de perfis falsos. O anonimato fez brotar a covardia daqueles que atacam, destilam ódio e se identificam com seus semelhantes, criando grupos homogêneos que se retroalimentam.
Agora você deve estar se perguntando: como esse cara (eu) diz que a ferramenta é boa e depois tece esse rol imenso de críticas? Respondo com a simplicidade de que o ser humano possui livre arbítrio, e apenas ele é o responsável por suas ações. A ferramenta, ou plataforma, não tem culpa se decidimos usá-la de maneira equivocada.
Nunca é demais lembrarmo-nos disso: somos responsáveis pelos nossos atos. E atos têm consequências, senão hoje, em qualquer outro momento futuro, quando os avanços tecnológicos permitirem a identificação rápida dos usuários.
Em situação mais crítica estão aqueles que usam informações verídicas sobre sua identidade. É cada vez mais comum pessoas perdendo oportunidades de emprego, de namoro, de negócios, em virtude de bobagens ditas de forma impensada na internet. Já parou pra pensar nisso?
Convido você, raro leitor, a ajudar a tornar o mundo virtual das redes sociais em um ambiente mais saudável.
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| *Homero Pavan Filho – Jornalista e autor da coluna que leva seu nome na edição impressa da revista CIRCULANDO www.facebook.com/homeropavan |