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“O Centro Universitário já é uma realidade, agora vamos em busca do curso de medicina”, diz ROQUE QUAGLIATO

Empresário e agropecuarista, Roque é o atual presidente da Fundação Educacional Miguel Mofarrej mantenedora das Faculdades Integradas de Ourinhos

Carlos Roberto Francisquini
Por: Carlos Roberto Francisquini
20/02/2019 às 10h04 Atualizada em 17/10/2024 às 17h05
“O Centro Universitário já é uma realidade, agora vamos em busca do curso de medicina”, diz ROQUE QUAGLIATO

C.Roberto Francisquini


 

Por Carlos Roberto Francisquini

Ele é um dos empresários do ramo do agronegócio mais respeitado de Ourinhos e região. É Diretor Presidente da Usina São Luiz S/A, localizada no município de Ourinhos, fundada em 1951, pelo Sr. Orlando Quagliato, com apoio e dedicação de sua esposa Dona Rosa Angelieri Quagliato, pais do nosso entrevistado. Roque Quagliato comanda os negócios da família, um gigantesco conglomerado empresarial com foco no agronegócio e na pecuária de elite. Ele também é presidente da Fundação Educacional Miguel Mofarrej mantenedora das Faculdades Integradas de Ourinhos – FIO, que neste ano celebra a conquista do título de Centro Universitário. É neste ambiente que Roque Quagliato revela seu lado Cult. Apaixonado por obras de artes ele é o principal incentivador para que as FIO instale seu museu permanente de Artes e Cultura. Roque doou parte de seu acervo para o Museu e inspirou que outros artistas também fizessem o mesmo. O resultado deu vida ao Museu que nasce com um acervo importante, com obras de artistas regionais onde o público terá uma ampla visão da história de Ourinhos contada a partir das telas em óleo, gravuras, objetos, desenhos entre outros. Roque recebeu a reportagem da Revista Circulando no local onde é hoje o museu. Na ocasião o projeto estava em fase final de acabamento e já dava sinais da majestosa obra que estará a serviço da comunidade. 


Circulando: Sr. Roque, Ourinhos completa 100 anos e as faculdades FIO de Ourinhos acaba de receber o título de Centro Universitário, uma conquista para Ourinhos, para a região e, sobretudo, para a faculdade. O senhor, como Presidente da Fundação Miguel Mofarrej e incentivador da cultura, da educação no município, como se sente?, 

Roque: Muito feliz, é claro, mas não surpreso. Digo isto olhando para trás.  Esta conquista é o fruto de muito trabalho nosso e trabalho daqueles que nos antecederam.  A fundação foi um projeto que nasceu de ideais ourinhenses de 50 anos atrás. Eu, jovem ainda, participei disto tudo. Há muitos nomes nesta história de conquistas que prefiro não citar aqui para não cometer injustiças. Tudo veio a seu tempo, a Fundação Educacional Miguel Mofarrej mantenedora das faculdades e do colégio Santo Antônio vai fazer 50 anos, então, desses 100 anos de Ourinhos as FIO colaborou com praticamente a metade da vida de cidade. É um sentimento de dever cumprido com a cidade e um reconhecimento por tudo que se foi feito pela Fundação.


Circulando: Qual leitura que o senhor faz para os próximos anos da, agora UniFIO?  

Roque: O Centro Universitário já é uma realidade, agora vamos em busca do curso de medicina. Tenho certeza que estamos muito próximos principalmente agora com essa política do novo governo e a saída dos médicos (8 mil médicos de Cuba). O governo vai precisar, o MEC vai entender e estou certo que vai nos autorizar o inicio da implantação do nosso curso de medicina. 


Circulando: O senhor é o maior incentivador da criação do Museu de Artes da UniFIO. Qual sua relação com as artes e com a cultura? 

Roque: Não vou falar de sonho. Dizer que a criação do Museu é um sonho. Isso é um projeto mesmo.  O Professor Granja é nosso curador. Ele é capacitado para isto e está coordenando todo o projeto. O Granja é o grande inventor disso daí. Minha relação com as artes se dá na compreensão da própria vida. O artista garante o prolongamento da memória de seu povo. É fantástico isto.    

Circulando: O que o senhor espera deste Museu? 

Roque: Espero que as pessoas venham e se divirtam com a mágica experiência que a Arte e Cultura proporcionam na vida das pessoas. Tragam seus filhos, é ótimo que as crianças vivenciem esta experiência desde pequenos. Estou certo que isto os ajudará a serem pessoas melhores, de senso crítico altivo, tão necessário para a formação de uma sociedade. 

Entrevista publicada na edição impressa da Revista Circulando nº156/Dezembro 2018

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