

Chegou a novidade.
Causou espanto,
Não tiveram piedade.
Mas se acostumou,
E se acostumaram a ela,
E a novidade ficou,
E logo viciou...
A novidade, droga
Forte, imperceptível,
Deixou de ser novidade,
Virou necessidade,
Dependência incrível.
Era o meio de urgência!
Todos deveriam usar,
'Era caso de emergência!'
Urgência que surgiu
Quando chegou a novidade,
E que nunca existira
Na história da humanidade!
Aquela antiga novidade
Era agora obviedade,
Até que nova novidade,
Inquietou nossa cidade,
Foi recebida sem piedade.
Era estranha, diferente
Àquele povo doente.
Mas logo se acostumou
E se acostumaram a ela
E logo viciou,
Passou a ebriedade,
Virou necessidade.
Agora sim era urgente,
Antes era quase!
Até que a novidade,
A mais nova novidade,
Deixou nossa cidade,
E virou antiguidade.
Rodolfo Mair Coelho
é cambaraense, formado em Direito pela Universidade Tuiuti do Paraná - UTP
e cursa Filosofia na Universidade Federal do Paraná UFPR.
Ele escreve poemas desde a infância e conta com diversos trabalhos publicados.