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AS VÁRIAS FORMAS DE SE FAZER O BEM

Não importando de que forma, o fazer o bem te recompensa, e muito

Leandro Filtre Bonacin

Leandro Filtre BonacinLeandro Filtre Bonacin é cirurgião dentista em Cambará

16/03/2020 21h45Atualizado há 2 semanas
Por: Carlos Roberto Francisquini
Fonte: Leandro Bonacin
Reprodução de internet
Reprodução de internet

O meu egoísmo, é tão egoísta, que o auge do meu egoísmo é querer ajudar”, esse verso da música “Carpinteiro do Universo” do saudoso Raul Seixas, ilustra bem o sentimento daquelas pessoas que têm o espírito inato de que sempre que puder estar pronto para socorrer, ajudar ou simplesmente dar um ombro amigo para o próximo.

Partamos do princípio de que todo ser humano, tem a vocação para fazer o bem, ninguém nasce mau, essa virtude é própria dos animais, mas dentre eles somente o ser humano, através da inteligência adquirida é capaz de moldar sua personalidade por um caminho do vício, entendendo aqui por vício, tudo aquilo que leva o homem a fazer a coisa errada, ou porque é mais fácil, ou porque é mais gostoso ou ainda porque é mais vantajoso, mas ainda procuro acreditar, que se as devidas chances fossem dadas, eles estariam praticando a “coisa certa” como o seu DNA humano manda.

Particularmente, até mesmo por minha formação, sou do tipo “faça o bem, sem olhar a quem”, ou ainda “o que a mão direita dá, a esquerda não precisa ficar sabendo”, todavia não condeno aqueles que gostam de se aparecer quando fazem o bem, excetuando o fato de que o dinheiro gasto na divulgação da ação poderia ser revertido para um fim mais concreto, mesmo assim eles estão fazendo o bem, se isso reverterá em Marketing Pessoal, ou até mesmo popularização de uma marca ou empresa “va benne”  o mais importante é que quem precise, seja beneficiado. Até mesmo aqueles políticos que praticam o assistencialismo como forma de garantir os votos no próximo pleito, de certa forma, estão também praticando o bem para o próximo.

O quadro se modifica completamente em  três situações: a primeira é quando embutido no bem está a parcela “em prol de si mesmo”, comissões “por fora”, falsas promoções do tipo “tudo pela metade do dobro do preço” etc, aqui além da falta de moral e escrúpulos temos altíssimo prejuízo do recurso que seria destinado à sua prática. Na segunda, temos a situação da pessoa que, não obstante participar de Ongs, ou entidades filantrópicas, mas parece lá estar apenas para atrapalhar, se opondo a cada idéia ou ação, pura e simplesmente pelo prazer de se opor, é o tipo de pessoa que quando você mostra uma goiaba, mesmo sabendo que aquilo é uma goiaba, afirma ser um abacate, parecendo ter prazer em polemizar, contradizer ou discordar. E finalmente, a ultima situação que julgo uma forma de fazer o bem “não válida” é quando o beneficiário não faz jus, ou não necessita do benefício e o beneficente no caso, sabe disso, assim, “eu ajudo”, mas ajudo somente o meu amigo que nem necessita dessa ajuda, embora aos olhos do grande público esteja parecendo que sou um abnegado altruísta.

Não importando de que forma, o fazer o bem te recompensa, e muito, não no campo material, e sim no campo abstrato, seja ele o espiritual, para os espiritualizados, ou o psicológico, para os materialistas, o fato é que “FAZER O BEM NÃO FAZ MAL”, experimente você também!

 

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