
A vida é sentido. É abrir os olhos e sentir o sono, mas é também sentir que, apesar disso, um novo dia se abre no mundo. É sentir o cheiro e o sabor do presente, enquanto se sente a presença do futuro. É sentir o peso do rosto a esmorecer. É sentir o frescor da água e do ar. É ouvir o som da manhã ao céu, dos pássaros que da noite dissipam o véu. É sentir o amor, a dor, o sorriso e o medo. É brandir espada invisível e, com bravura indômita de espírito, enfrentar tropas que empunham o teu próprio estandarte.
A vida é sentido. É abrir os olhos e esquecer-se do sono porque à alma veio o sonho. É esquecer-se da dor porque ao peito veio o amor. É temer e, ainda assim, sempre andar por saber por que se anda. É não só escrever estas palavras, mas vivê-las. É sentir que, por ter um sentido por que viver, há sempre um sentido por qual trilhar.
A vida é sentido. E não faz sentido não vivê-la assim.