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FALANDO GREGO: Um papo sobre vinhos

Carlos Roberto Francisquini
Por: Carlos Roberto Francisquini
31/12/2012 às 03h21 Atualizada em 31/12/2012 às 03h26
FALANDO GREGO: Um papo sobre vinhos

 

 

 

 

 

Brasília

Guilherme Lopes Mair


 

 

É absolutamente natural que cada área do conhecimento humano desenvolva  sua própria terminologia, ou seja, palavras e expressões específicas que costumam servir para estabelecer uma comunicação, o mais objetiva e precisa possível, entre aqueles que atuam num determinado segmento profissional ou científico. Com o mundo do vinho não haveria de ser diferente.

Quem acompanha as colunas, já deve ter percebido que alguns termos são usados com muita frequência. No entanto, nem sempre todo mundo sabe seu significado. Por isso, decidi trazer aqui dois desses termos, com uma breve explicação sobre cada um deles, sem a pretensão de esgotar os temas, mas dando uma noção que pode ser útil.

Talvez um dos termos mais utilizados, o “tanino”: essa substância química é a principal responsável por aquela adstringência que você sente ao provar alguns vinhos.  É aquilo que “amarra a boca”, dando uma sensação bem parecida com aquela que a banana verde dá na boca. Carambola verde e outras frutas também dão essa sensação. Essa substância, bem comum em vinhos tintos, tem origem na casca da uva, que fica em contato com o vinho durante sua elaboração. A madeira também é uma fonte de taninos nos vinhos, pois quando eles ficam armazenados em recipientes feitos desse material (normalmente, o tipo de madeira usado é o carvalho) antes de serem engarrafados. Quando alguém disser que um vinho está “tânico”, quer dizer que é possível sentir os taninos de um modo mais marcante. E os taninos serão “macios”,  “redondos” ou “elegantes” quando forem menos perceptíveis, mais leves.

Outro termo bem utilizado é a “acidez”: pode até parecer bobagem definir algo que parece, num primeiro momento, ser óbvio. Afinal, todo mundo já provou alimentos e bebidas ácidas, como um suco de limão sem açúcar, por exemplo. Mas o fato é que muitas pessoas confudem isso com o tanino. Essa confusão tem sua razão de ser. Como, tanto num caso como no outro, há sensações mais agressivas ao paladar, é compreensível que se dê o nome de acidez para aquilo que é, na verdade, o tanino. Uma maneira prática de você diferenciar uma coisa da outra é prestar atenção à sensação que fica na boca logo depois que você termina de engolir o vinho. Se tiver aquela sensação de que a boca ficou “limpa”, é a acidez que você está sentido. Se, como eu já disse, ficar aquela sensação de boca “amarrada”, é o tanino. As duas sensações podem estar presentes no mesmo vinho, mas não necessariamente.

 

Em futuras colunas, vou abordar outros termos!

 

www.umpaposobrevinhos.com.br

 


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